Lulu, Nua e Crua

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País


Sinopse

Casada e com três filhos para cuidar, Lucie tem pouco mais de 40 anos e busca um novo emprego. Logo depois de receber uma negativa de um entrevistador sexista, ela aproveita que está em outra cidade e simplesmente não volta para casa. Na nova vida, aquela que agora se chama Lulu mostrará que suas escolhas têm consequências, com as quais ela deverá lidar e resolver pelo caminho.


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Crítica Cineweb

06/10/2015

Lulu nada nua no mar, no frio, em uma praia de Saint-Gilles-Croix-de-Vie, oeste francês, e é observada por seu amante. A cena que dá nome ao novo filme da diretora islandesa, radicada na França, Sólveig Anspach, simboliza de forma clara as transformações de sua personagem, interpretada pela excelente atriz Karin Viard (de Polissia), e o espírito da autora em seu filme Lulu, Nua e Crua, que chega com um atraso de dois anos ao Brasil.

Na história, uma adaptação da graphic novel francesa de muito sucesso de Étienne Davodeau, depois de deixar uma entrevista de emprego com um recrutador sexista e antever o caminho reservado a mulheres que deixaram de trabalhar por anos para se dedicar à família, Lucie cai das nuvens. Mãe de três filhos e mulher de um homem, aparentemente irascível, decide simplesmente não voltar para casa.

Ela não parece feliz, muito menos forte ou corajosa. Mesmo assim, decide que dali por diante terá outra vida, com uma convicção que é fruto de sua completa falta de opção. Não demora muito para conhecer o encantador, embora um pouco rude, Charles (o competente Bouli Lanners, de Ferrugem e Osso), que se tornará seu amante.

Para ambientar a história, a diretora de fotografia Isabelle Razavet escolhe uma paleta repleta de cinzas e azuis, bastante pálidos, que combinam com a nebulosidade dos novos dias de Lulu. Mais: Anspach abusa dos espaços apertados e mal conservados (como hotéis baratos), para ampliar essa visão.

Aos olhos de sua irmã (Marie Payen), que vê Lulu nadando nua no mar, fica claro que a liberdade cobra seu preço. Ela é mais feliz fugindo, mesmo com todos os percalços, dificuldades e armadilhas que isso oferece?

Anspach não opina. Deixa o espectador livre para supor como era sua vida antes do abandono e como será após o desfecho (este, irregular). Sem julgamentos, a diretora evita moralizar seu roteiro (que também assina), mas não consegue o feito até o fim, um tanto manipulativo e com um quê de maniqueísmo.

Rodrigo Zavala


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