O vinho perfeito

O vinho perfeito

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Sinopse

Em mais um dia de trabalho, o comissário de polícia Sanfelice investiga a morte de Adele e prende seu marido, Giovanni Cuttin, como o principal suspeito. Enquanto tenta desvendar o que aconteceu, conhece a intrigante história de Cuttin, que de bancário chato e abstêmio torna-se o principal enólogo da Itália, playboy e mulherengo depois de conhecer um certo “Professor”.


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Crítica Cineweb

22/09/2015

Baseado em uma obra de apelo surreal, quase kafkiana, do escritor italiano Fabio Marcotto, Vino Dentro, o diretor e roteirista Ferdinando Vicentini Orgnani construiu O Vinho Perfeito. Mas a origem serviu apenas como mera inspiração, visto que a versão para os cinemas está bem longe dos célebres livros do escritor tcheco, como A Metamorfose.

De forma agressiva, Orgnani torna a produção uma comédia fantástica, policialesca, com claras referências ao Fausto, de Goethe. Nela, o protagonista Giovanni Cuttin (Vincenzo Amato), em vez de se transformar em uma garrafa de vinho, aparentemente faz um pacto com o diabo.
 
Aqui, ele é acusado de matar sua esposa, Adele (Giovanna Mezzogiorno), pelo comissário de polícia Sanfelice (Pietro Sermonti). Preso, ele conta sua história ao oficial: ele era apenas um bancário apático e abstêmio, até conhecer um certo Professor (Lambert Wilson); depois disso, torna-se o principal enólogo da Itália, conquistando muitas mulheres e profissionalmente celebrado.

As memórias do personagem (que mais de uma vez cita a ópera Don Giovanni) não são lineares, o que acentua o mistério em torno dos acontecimentos na tela. Quem é o tal professor? Quem matou Adele? Que forças agem para eliminar qualquer testemunha que pode livrar Giovanni das acusações?

Orgnani parece criar tudo do zero, mas respeita o rigor quase acadêmico de Marcotto ao falar de vinhos. Injeta também humor na história, tornando mais leve a narrativa e acertadamente escolheu um músico de jazz, o italiano Paolo Fresu, para criar a trilha sonora.
 
No entanto, o cineasta perde oportunidades de sair do superficial. Com referências suficientes para incendiar sua produção, os enigmas de sua história não passam de omissões. Não há provocações ou linguagem figurativa em sua direção esquemática e de pouco vigor. Com o que tinha nas mãos, poderia ser muito mais criativo.

Rodrigo Zavala


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