A Entidade 2

A Entidade 2

Ficha técnica


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Locais de filmagem


Sinopse

Logo após os fatais incidentes provocados pela família Oswald no primeiro filme, um detetive quer acabar com a corrente do mal propagada pelo demônio Bagul, responsável pelos horríveis assassinatos gravados em 8mm. No seu caminho, porém, se deparará com a Courtney Collins e seus dois filhos, as próximas vítimas de Bagul.


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Crítica Cineweb

01/09/2015

Quando estreou em 2012, A Entidade chamou a atenção pelo uso de vídeos 8mm com terríveis mortes e um demônio sem rosto que aparecia nas filmagens. A produção estrelada por Ethan Hawke (Boyhood) era um terror mediano, mas as imagens enigmáticas de famílias morrendo das piores formas possíveis garantiram as bilheterias e, assim, esta continuação.

O que se entende ao final do original é a existência de uma espécie de demônio ancestral, o Bagul, que foi mal assimilado no imaginário popular como o Bicho- Papão. Mais do que assustar crianças antes do dormir, ele faz com que elas não só matem suas famílias de maneiras horríveis, como também gravem seus atos a partir de câmeras que ele disponibiliza.

Depois dos fatídicos episódios com a família de Ellison Oswald (Hawke), cheio de culpa, um policial local, agora detetive particular (James Ransone), assume a sequência como protagonista. Será ele que trará para si a missão de quebrar a corrente de Bagul, para que não faça mais vítimas.

Em uma das casas que ele investiga, no entanto, mora Courtney Collins (Shannyn Sossamon) com seus dois filhos Dylan e Zach (os irmãos Robert Daniel e Dartanian Sloan). Fugindo do marido violento, ela nem se importa que o local tenha sido palco de uma morte ritualística envolvendo ratos (como no filme O Colecionador de Ossos).

Com Bagul na cola dos meninos – Dylan não apenas o vê, como também as falecidas crianças que o cercam – resta ao detetive salvá-los. Tal como protegê-los contra o pai malvado, tão ruim quanto a tal entidade.

Assinada por Ciarán Foy, a direção não consegue trazer tensão às cenas, que mal aproveitam o roteiro, coescrito por Scott Derrickson (diretor do primeiro e de O Exorcismo e Emily Rose). Não que o texto seja bem-amarrado, inovador ou equilibrado. Ao contrário, perde-se em uma composição narrativa com buracos e pontos sem nexo, como a forma com que as crianças preparam as cenas de morte.

Com exceção de um ou outro susto, não há qualquer situação de mais emoção para o espectador, nem mesmo os tais vídeos (aqui, em 16 mm), usados à exaustão. Banaliza-se, assim, o que mais chamava a atenção nesta produção, que já não tinha muito a oferecer.
 

Rodrigo Zavala


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