Demolidor - O Homem Sem Medo

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Crítica Cineweb

11/03/2003

Depois do sucesso de Homem-Aranha, os fãs de histórias em quadrinhos vão poder comprovar se o Demolidor, herói criado por Stan Lee nos anos 60, está bem representado nas telas na adaptação dirigida por Mark Steven Johnson e encarnada por Ben Affleck. O Homem Sem Medo, como é conhecido o personagem da Marvel, revigorado nos anos 70 pelo mago Frank Miller, desembarca em 340 salas brasileiras e promete acompanhar a bem-sucedida carreira nos Estados Unidos, onde faturou 91 milhões de dólares em 24 dias de exibição. Arrecadação nada desprezível para uma obra infanto-juvenil mas que também atrai o interesse dos fãs quarentões.

A Marvel possui um baú de velhos e novos personagens, muitos na boca de espera para chegar às telonas, incentivados pelo sucesso de Homem Aranha, X-Men e Demolidor. Se as adaptações ajudaram a revigorar a mítica editora americana de quadrinhos, também é verdade que os heróis de papel multiplicaram os ganhos de Hollywood, sempre à procura de boas histórias e personagens carismáticos. Hollywood começa a descobrir que os heróis humanos desenvolvidos por Stan Lee também possuem um forte apelo nas telas.

É o caso de Demolidor, Daredevil, criado em 1964 depois da constatação por parte de Stan Lee de que não existia ainda no mercado editorial nenhum herói com deficiência visual. Seguindo seu faro de que heróis parecidos com os próprios leitores, com suas qualidades, defeitos e fraquezas, tinham tudo para virar sucesso, apostou as fichas no garoto Matt Murdock, filho de um pugilista que perde a visão durante um acidente, mas vê aumentar seus outros sentidos, como o tato, o olfato e a audição. Adulto, Matt se transforma num advogado que luta pela justiça nos tribunais. Quando perde, veste seu uniforme vermelho e se transforma num guardião de Nova York, usando seus poderes na luta contra o crime.

Como os humanos normais, vítimas de suas fraquezas e muitas vezes abalados por conflitos pessoais, Demolidor também exibe seus tormentos e até acaba se excedendo na punição aos criminosos. Em suas mãos, Justiça pode se confundir em vingança e suas ações acabam deixando-o à margem da lei. Quem viu a adaptação de Batman para o cinema, de Tim Burton, encontrará algumas semelhanças nos dois personagens, por conta da mão de Frank Miller, responsável pela fase mais dark e gótica dos dois heróis.

No violento bairro nova-iorquino chamado Cozinha do Inferno, o garoto Matt surpreende o pai, um veterano pugilista, executando serviços sujos para um gângster. Ele é cobrador de dívidas e coloca sua habilidade com o boxe para ameaçar os caloteiros. Fugindo do local onde viu o pai esmurrar um homem, Matt acaba provocando um acidente com um veículo que transportava produtos químicos. Atingido pela substância, perde a visão.

Ainda menino, descobre suas novas habilidades e começa a colocá-las em defesa da sociedade. Quando seu pai é assassinado pelo Rei do Crime, jura combater os maus elementos que infestam a cidade.

As cenas de ação, com bons efeitos especiais, destacam o que parece ser impossível: um cego lutar em condições de igualdade com seus inimigos, usando um bastão que se transforma em vários tipos de arma e ainda o auxilia a escalar paredes e pular do telhado de edifícios. Não se deve estranhar a quase ausência de luz nessas cenas, pois o que se pretende é deixar o espectador nas mesmas condições desvantajosas vividas pelo Demolidor, sem a visão para guiar seus passos.

Como no gibi, Matt conhece Elektra Natchios (Jennifer Garner), filha de um milionário associado ao Rei do Crime (Michael Clarke Duncan), por quem acaba se apaixonando. A moça não sabe dos negócios do pai, mas acabará se envolvendo na espiral de violência que gira em torno do Rei do Crime, arrastando o Demolidor consigo.

Naturalmente o filme terá seqüência, ao que tudo indica com participação ainda mais destacada de Elektra. Quem conhece o gibi e seus personagens tem bons motivos para esperar o próximo capítulo.

Cineweb-21/3/2003

Luiz Vita


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