Sobre amigos, amor e vinho

Sobre amigos, amor e vinho

Ficha técnica


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Sinopse

Rico, sadio e ativo, Antoine Chevalier pensa que nada pode abalar sua boa saúde. Até o dia em que, contra toda a lógica, sofre um infarto. O incidente o leva a mudar radicalmente sua rotina, vivendo todos os excessos que evitava. Seus velhos amigos também estão sofrendo crises da meia-idade, envolvendo dinheiro, filhos e casamentos.


Nota Cineweb

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Crítica Cineweb

11/08/2015

O veterano Lambert Wilson é o tipo de ator cuja presença valoriza filmes que discutem questões sobre a vida – como ele fez habitualmente nos últimos anos, estrelando diversos trabalhos de Alain Resnais (como Vocês ainda não viram nada! e Medos Privados em Lugares Públicos).
 
Assim, não deixa de ser um pouco decepcionante os rumos que a comédia Amigos, amor e vinho, de Eric Lavaine, oferece a um ator tão dotado de talentos sutis. Ele interpreta o protagonista Antoine Chevalier, um cinquentão bem-sucedido financeiramente, casado com a médica Véronique (Sophie Duez) e dono de uma agenda ocupadíssima, inclusive pela mania da saúde e da boa forma.
 
O casal evita todo e qualquer excesso alimentar e etílico e costuma participar de corridas, junto com amigos de toda a vida, como Jean Mich (Jérôme Commandeur), Laurent (Lionel Abelanski), Laure (Lysiane Meis) e os agora divorciados e em guerra Olivia (Florence Floresti) e Baptiste (Franck Dubosc).
 
O enredo decola justamente com uma ironia, o infarto de Antoine. O resultado da péssima surpresa é, como seria natural, uma revisão da própria vida que, neste caso, recai num excesso contrário. Agora, Antoine deixa de dar bola para as comidas saudáveis, comendo de tudo e bebendo o que lhe dá vontade, apesar da cara feia da mulher.
 
O filme pretende abordar com certa ironia as crises da meia-idade, retratando também as briguinhas entre os velhos amigos, suas infidelidades e segredinhos mal-escondidos, além das cenas de ciúme de Baptiste com sua ex-, cujos casos demonstram um visível desejo de vingança.
 
É num paradisíaco castelo nas montanhas, onde os amigos passam juntos duas semanas de férias, que todos os conflitos vão transbordar. Apesar do talento do elenco, falta um refinamento maior na história. As situações parecem superficiais e, na maioria delas, falta leveza suficiente para se tornarem realmente cômicas.

Neusa Barbosa


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