Ato, atalho e vento

Ficha técnica

  • Nome: Ato, atalho e vento
  • Nome Original: Ato, atalho e vento
  • Cor filmagem: Colorida
  • Origem: Brasil
  • Ano de produção: 2015
  • Gênero: Experimental
  • Duração: 71 min
  • Classificação: Livre
  • Direção: Marcelo Masagão
  • Elenco:

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País


Sinopse

A partir de cenas de 143 filmes, o diretor Marcelo Masagão realiza um trabalho que associa livremente sentimentos e sensações.


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Crítica Cineweb

29/07/2015

Exibido nos festivais de Roma e no IDFA, em Amsterdã, o novo trabalho do diretor Marcelo Masagão é uma exploração da busca de sentidos que se pode formar a partir da associação de trechos de filmes. Muitos filmes, aliás: nada menos de 143, provenientes de vários países e várias épocas diferentes.
 
A inspiração, segundo o cineasta – diretor do premiado Nós que Aqui Estamos por vós esperamos (99), como este, um filme de montagem – partiu de um livro, O mal-estar na civilização, de Sigmund Freud. Pode-se ou não perceber essa filiação, já que o espectador se sentirá estimulado a percorrer seus próprios percursos a partir da visão destas imagens, embaladas numa hipnótica trilha sonora original de Eduardo Queiroz, Felipe Alexandre, Guilherme Rios e Wilson Sukorski.
 
São muitos momentos emocionalmente sensíveis, não raro investidos de um sentido que pode tornar-se mágico: portas que se abrem, fantasias, paixões, pesadelos, infâncias, além de artifícios da própria sétima arte à mostra.
A jornada é apetitosa e se nutre de filmes muito diferentes, como O céu de Suely, de Karim Ainouz, Fale com Ela, de Pedro Almodóvar, Paisagem na Neblina, de Theo Angelopoulos. Nada menos do que três títulos de Ingmar Bergman: O sétimo selo, Persona e Fanny e Alexandre. Outros bastante visitados são Akira Kurosawa (Viver, Kagemusha, Sonhos) e Stanley Kubrick (2001 – Uma Odisseia no espaço, O Iluminado, Nascido para Matar e De Olhos bem fechados).
 
Vislumbrar estas cenas é um pouco também revisitar toda nossa memória afetiva do cinema, sem contar que é também lembrar o íntimo parentesco da sétima arte com o sonho que a tornou tão vital para seus amantes.

Neusa Barbosa


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