O que as mulheres querem

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País


Sinopse

Em histórias paralelas, comédia mostra as desilusões e alegrias de 11 mulheres que vivem em Paris em busca de amor, sexo, sucesso e família.


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Crítica Cineweb

21/07/2015

A atriz francesa Audrey Dana (de Bem-Vindos) vai a extremos em seu primeiro longa-metragem O que as Mulheres Querem, comédia que faz uma caricatura ligeira das mulheres parisienses. Em narrativas paralelas que se intercalam e, mais tarde, se sobrepõem, realiza um mosaico a partir de onze bem-humoradas histórias de vida, recheadas de fantasias, desilusões, alegrias e, claro, sexualidade.
 
No rol feminino montado por Dana, que além da direção, escreveu o roteiro em parceria com Raphaëlle Desplechin (de Turnê), aparecem, por exemplo, Lili (Isabelle Adjani), que entra em crise depois de descobrir que sua filha adolescente já possui uma vida sexual, e Agathe (Laetitia Casta), cujo corpo expele gases toda vez que se aproxima intimamente de um novo pretendente.
 
Ao mesmo tempo, traz a poderosa Rose (Vanessa Paradis), uma empresária em busca de amigas, depois de um médico misógino dizer que seu sucesso se deve à grande quantidade de testosterona em seu organismo. E Fanny (Julie Ferrier), uma motorista de ônibus, que depois de um acidente vê aflorar sua feminilidade.    

Os grandes destaques ficam por conta de Jo (a própria Dana), cuja delirante vida sexual implode, quando a mulher (Marina Hands) de seu amante descobre o romance secreto e despacha o rapaz, com os filhos, para sua casa. Além de Ysis (Géraldine Nakache), que se separa do marido para ficar com a babá das crianças, Marie (Alice Taglione).
 
Esse universo criado por Dana deve ser visto com certa tolerância pelo espectador por se tratar de uma comédia sem grandes pretensões, cujo humor passa da infantilidade à escatologia em grande velocidade. Não se trata, enfim, de um recorte sério das parisienses modernas, ou mesmo dos homens, tratados de forma unidimensional.  

Os deslizes mais gritantes ocorrem pela falta de uma estrutura narrativa mais coesa para as histórias, desperdiçando o talento do elenco, em especial o da estrela Isabelle Adjani, que recebe o relato mais displicente. Como também não cria situações de comédia, que aproveitem as piadas ou mesmo um possível improviso das atrizes, as risadas podem ser bastante econômicas durante a projeção.



 

Rodrigo Zavala


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