Noite sem fim

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Sinopse

O matador de aluguel Jimmy Colson faz parte de uma máfia irlandesa chefiada por seu amigo Shaw Maguire. Porém, quando seu filho Mike testemunha um assassinato cometido pelo filho de Shaw, Jimmy precisa escolher um lado e enfrentar seu próprio líder, a quem jurou lealdade.


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Crítica Cineweb

29/04/2015

Os mafiosos, estes coitados, já deveriam saber que com Liam Neeson não se brinca. O ator que emergiu nos últimos anos em thrillers de ação, blindado com personagens mortíferos, mostra mais uma vez seu vigor veterano em Noite sem Fim, dirigido pelo espanhol Jaume Collet-Serra, com quem já trabalhou em Desconhecido (2011) e Sem Escalas (2014).
 

De fato, Neeson entrega o que promete, nas mais violentas e sanguinárias cenas com lutas, perseguição e tiros, nas quais elimina um a um seus inimigos. Contabilizados também a trilogia Busca Implacável e o suspense policial Caçada Mortal (2014), mostra um trabalho eficiente mas unidimensional, em que se repete em estilo e performance nos últimos anos.

Desta vez, ele é Jimmy Colson, um matador de aluguel da máfia irlandesa que anestesia sua culpa pelas dezenas de mortes nas costas em litros de uísque. Ele anda meio encostado, daí ser motivo de chacota do grupo, e só está vivo porque é amigo de juventude do líder Shaw Maguire (Ed Harris).

Porém, precisará ficar sóbrio quando seu filho, o honesto Mike (Joel Kinnaman, o último Robocop) testemunha um brutal assassinato cometido por Danny (Boyd Holbrook, de A Hospedeira), filho mimado e criminoso de Shaw. Não demora muito para Jimmy se meter na história para salvar seu filho.

Na linha olho por olho, Jimmy terá 16 horas (a tal noite sem fim) para salvar Mike do vingativo mafioso, tempo em que espera eliminar toda a máfia e se entregar para o detetive Harding (Vincent D'Onofrio), o último policial honesto. Se conseguir, fará as pazes com seu passado e com o próprio Mike, que foi abandonado ainda criança.

O roteiro enxuto prioriza a ação e não se propõe a dar muitas explicações sobre o que se vê na tela. Conciso até demais, como no caso da agilíssima transformação do protagonista, que em poucos minutos passa de alcoólatra depressivo a um verdadeiro Bryan Mills (uma comparação ao seu personagem enérgico de Busca Implacável).

As qualidades, assim, concentram-se na produção (com boas sequências e bem- arrematados efeitos visuais), na tensão narrativa e no trabalho do elenco, em especial de Harris, no cruel jogo de lealdade que seu personagem trava com seu agora rival. Mesmo assim, não deixa de ser um projeto mediano, que aproveita o bom momento de Neeson em filmes do gênero.

 

Rodrigo Zavala


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