Edifício Master

Ficha técnica

  • Nome: Edifício Master
  • Nome Original: Edifício Master
  • Cor filmagem: Colorida
  • Origem: Brasil
  • Ano de produção: 2001
  • Gênero: Documentário
  • Duração: 110 min
  • Classificação: 12 anos
  • Direção: Eduardo Coutinho
  • Elenco:

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País


Extras

Comentário em áudio do diretor, junto com Walter Lima Jr. e Consuelo Lins
Entrevistas de pré-seleção de 18 dos 37 personagens
Tecla de ordem aleatória das seqüências


Nota Cineweb

PéssimoRuimRegularBomÓtimo


Crítica Cineweb

14/01/2003

O documentarista Eduardo Coutinho faz cinema como quem exerce uma ciência que é um misto de exata e humana. É tão fluido e natural o modo como ele interage com seus entrevistados, mostrando-os tão soltos e espontâneos na tela como na vida real, como se falassem num confessionário e a câmera e a equipe de filmagem não estivessem nos bastidores.

Mais uma vez, Coutinho consegue esse equilíbrio quase mágico neste trabalho, Edifício Master, onde documenta a vida cotidiana de vários moradores de um prédio do bairro de Copacabana.

Não muito tempo atrás, o edifício era um pardieiro, entregue a marginais e prostitutas. O filme acompanha o seu momento de recuperação, com depoimentos de novos e antigos moradores, que comentam seus sonhos, esperanças, trabalhos e às vezes problemas bastante complexos.

Uma velha senhora conta um dia em que passou momentos de terror com um assaltante que a abordou na rua e a obrigou a subir ao seu apartamento, levando-lhe todas as suas economias, R$ 8.000.

Um casal de 60 anos conta seu romance, iniciado a partir de um anúncio colocado no jornal. Uma moça de 20 anos admite sem pudores que é garota de programa, ao mesmo tempo que fala de sua depressão e de seus sonhos para a filha de seis anos.

Uma empregada doméstica espanhola nega a crise social brasileira, dizendo que, a seu ver, "aqui não existe pobreza, só preguiça de trabalhar". O porteiro-chefe relata sua emoção ao encontrar um bebê abandonado no prédio, já que ele mesmo foi filho adotivo. Alguns reclamam de falta de privacidade, solidão, medo da violência urbana.

No final, Coutinho mostra um verdadeiro laboratório humano, flagrado pelo olhar solidário e atento do diretor, que não é o mesmo de um padre, um sociólogo, um psicólogo ou um jornalista, mas mistura todas essas visões. O filme recebeu o troféu de melhor documentário no 30º Festival de Gramado, em agosto de 2002.

Cineweb-22/11/2002

Neusa Barbosa


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