O sétimo filho

Ficha técnica


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Sinopse

Com o fenômeno da lua sangrenta que ocorre a cada 100 anos, a feiticeira Malkin consegue se libertar de sua prisão, criada pelo caçador de bruxas Gregory. Para combatê-la desta vez, ele precisará encontrar um sétimo filho de um sétimo filho, cujo poder predestinado será decisivo no confronto final.


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Crítica Cineweb

11/03/2015

Com um atraso de um ano, finalmente chega aos cinemas O Sétimo Filho, adaptação do primeiro livro da série As Aventuras do Caça-Feitiço, fantasia infanto-juvenil escrita britânico Joseph Delaney. No entanto, o sucesso das crônicas e o elenco estelar, encabeçado por Julianne Moore e Jeff Bridges, são ofuscados pelas extravagâncias do diretor russo Sergei Bodrov. 
 
No rol de estranhamentos da produção, estão os planos esquemáticos da fotografia (de Newton Thomas Sigel, responsável por Drive), falta de química entre os personagens e a fraca narrativa, que enfrenta problemas por desperdiçar talentos. Leia-se aqui, não apenas Moore e Bridges, como também o protagonista Ben Barnes (de O Retrato de Dorian Gray), como o de Kit Harington (da série Game of Thrones).

Na adaptação, uma “lua sangrenta” que ocorre a cada século dá poder à Mãe Malkin (Moore), uma feiticeira do mal que adora destruir vilarejos (na idade média) por onde passa. Ela havia sido aprisionada por Gregory (Bridges, semelhante ao seu personagem em Bravura Indômita). Este, um cavaleiro que combate a escuridão por vocação, com o auxílio dos predestinados do “sétimo filho do sétimo filho”, que possuem poderes sobrenaturais.

Diferentemente da obra, a história começa com Malkin depois de ser aprisionada por seu amor, Gregory, voltando à vida. Ela consegue matar o  aprendiz de “caça-feitiço”, Bradley (Harington), e enfeitiça seu covil para ampliar seu poder com outras figuras assombradas. Enquanto isso, o cavaleiro Gregory vai buscar o próximo predestinado, o sétimo filho, para ser seu pupilo (Barnes).

O rapaz, que tem sonhos com bruxas e não vê a hora de sair de casa, mal espera o oferecimento do posto para aceitá-lo. Diferentemente do livro (em que é praticamente vendido), aceita como apetitosa sua nova vida, apesar dos altos riscos, ainda mais porque sonha com a jovem bruxa Alice (a atriz sueca Alicia Vikander), que vira seu par romântico. 
 
Das liberdades em relação ao livro original à adaptação cinematográfica, afinal, abre-se um abismo. Ao tentar adaptar o infantil para um público mais amplo, perdeu-se o encanto fantástico da crônica juvenil. O mesmo pode ser dito de outra iniciativa dos estúdios Universal, como 47 Ronin (2013), super-estilizado e estéril, porque peca em não trazer o principal: uma história coesa, em que todos possam ver sentido, por mais fantasiosa que seja.

Rodrigo Zavala


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