Tinker Bell e o Monstro da Terra do Nunca

Tinker Bell e o Monstro da Terra do Nunca

Ficha técnica

  • Nome: Tinker Bell e o Monstro da Terra do Nunca
  • Nome Original: Tinker Bell and the Legend of the NeverBeast
  • Cor filmagem: Colorida
  • Origem: EUA
  • Ano de produção: 2014
  • Gênero: Infantil, Animação
  • Duração: 76 min
  • Classificação: Livre
  • Direção: Steve Loter
  • Elenco:

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Sinopse

Fawn, a fada dos animais, vive protegendo todos os que encontra, mesmo os mais estranhos e de aparência agressiva. Até que um dia descobre que seu novo protegido pode estar ligado a uma lenda que põe em perigo o mundo em que vivem.


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Crítica Cineweb

25/02/2015

Há sete anos, a centenária companheira de aventuras de Peter Pan, Tinker Bell – até então conhecida por aqui como Sininho –, teve a chance de ter a sua própria história contada em filme. Bem depois de a pequena fada chamar a atenção na peça do Sir James Matthew Barrie, em 1904, e no desenho animado da Disney, em 1953, ela finalmente foi a protagonista em Tinker Bell: Uma Aventura no Mundo das Fadas (2008).
 
Lançado diretamente em DVD, a animação foi um sucesso com o público infantil, motivando a criação da franquia: após o lançamento de mais dois longas em home video, as duas produções seguintes saíram nos cinemas, mesmo destino do sexto e novo filme da série, Tinker Bell e o Monstro da Terra do Nunca (2014). Mas, desta vez, apesar de o título sugerir o contrário, a fadinha artesã é uma mera coadjuvante na história. Seu protagonismo já havia sido ofuscado no anterior, Tinker Bell – Fadas e Piratas (2014), com o destaque para os novos personagens; porém, agora, ele foi claramente repassado a uma de suas amigas, para o bem da trama.
 
Os holofotes, então, foram para Fawn – o que gerou, inclusive, a troca da voz tradicional de Angela Bartys pela da atriz Ginnifer Goodwin na dublagem original. O bom coração da fada dos animais sempre foi motivo de preocupação para a Rainha Clarion (Anjelica Huston) e Nix (Rosario Dawson), a líder das guardiãs do Refúgio das Fadas, por colocar o local em perigo ao trazer pequenos predadores para lá, a fim de tratá-los.
 
Decidida a não cometer os mesmos erros, ela se encontra em um dilema ao encontrar um estranho e arredio exemplar de uma espécie que desconhecia. Apelidado por ela de Ranzinza, o animal, contudo, pode estar ligado a um velho mito do Monstro da Terra do Nunca, o que a coloca entre a razão e a emoção, já que suas escolhas podem determinar o futuro do lugar onde vive e de todos que lá moram.
 
Diferente dos outros, este filme já supõe um conhecimento prévio, por parte do público, do universo do Refúgio das Fadas, poupando cenas desnecessárias de explicação das habilidades de Tinker Bell (Mae Whitman) e de cada uma de suas amigas, por exemplo. Entretanto, isso realmente não impede a compreensão da história por aqueles que nunca viram uma animação da franquia.
 
Aliás, o diretor Steve Loter, estreante em longas e que tem em seu currículo desenhos animados como Kim Possible (2003-2007), leva a ação, especialmente em sua sequência final, a um nível diferente do que os fãs estavam acostumados, mas que condiz com a aura “super heróica” contemporânea no cinema. O visual ligeiramente grotesco do tal Monstro e a criação de um cenário mais alarmante, com direito a céu verde e raios frequentes, não serão aterrorizantes para grande parte dos pequenos, mesmo com o 3D, que não passa de um acessório de luxo neste caso.
 
Até porque o que fica mais claro é que essas novas camadas só servem para a produção trazer às crianças a lição de não julgar os outros pelas aparências e que se deve perder o medo de lidar com o “diferente”. Além dessa exaltação da convivência pacífica e dos temas recorrentes da série, como a questão da valorização dos talentos de cada um, o roteiro também inclui implicitamente um ensinamento de como suportar as perdas. E apesar de se afastar do caminho do longa anterior, que levava o Refúgio das Fadas de encontro ao universo original de Peter Pan, essas pequenas evoluções de Tinker Bell e o Monstro da Terra do Nunca fazem com que os fãs esperem que este seja o fôlego necessário para a continuação da franquia, já que o sétimo e o oitavo filme tiveram suas produções canceladas há quase dois anos.

Nayara Reynaud


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