A entrevista

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Sinopse

O apresentador Dark Sylard e seu produtor Aaron são responsáveis por um talk-show sensacionalista com celebridades em Nova York. Eles descobrem que o ditador da Coréia do Norte, Kim Jong-Un, é um fã do programa e armam uma entrevista. No entanto, a CIA vê aí uma oportunidade para assassinar do governante e coopta os dois trapalhões para fazer o serviço.


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Crítica Cineweb

28/01/2015

Supostamente a causa do ataque cibernético à Sony no final do ano passado, que constrangeu seus diretores pelo mundo ao liberar informações sigilosas da empresa e adiou a estreia do filme, A Entrevista finalmente chega aos cinemas brasileiros. E mostra que foi muito barulho por nada, já que a comédia não apresenta qualquer potencial de criar conflitos internacionais, como muito se falou na época.

Nesta história, Dark Sylard (James Franco) é um apresentador de talk-show, que leva seu nome, sensacionalista e vulgar. O produtor do programa é o fiel amigo Aaron (Seth Rogen), um jornalista que passa a perceber a irrelevância do show e busca mais seriedade. 

Será nesse contexto que Sylard descobrirá que o ditador norte-coreano, Kim Jong-Un (Randall Park), é fã de seu trabalho e poderiam entrevistá-lo. Cabe a Aaron possibilitar a exclusiva com o mandatário mais odiado pelos Estados Unidos, já que possui armas nucleares capazes de destruir a costa oeste do país.

Quando finalmente a entrevista é aprovada, a agente da CIA Lacey (Lizzy Caplan) entra em cena. Ela encabeça o plano do serviço de inteligência americano que convence a dupla a envenenar o ditador durante a visita. No entanto, Sylard acaba se encantando com Kim Jong-Um e colocando a missão em risco, para desespero de Aaron.

Como pano de fundo, o roteiro de Dan Sterling (de séries de TV como South Park e Girls), com ajuda de Rogen, aborda a manipulação da audiência, seja nos EUA (pela via do sensacionalismo), seja na Coréia do Norte (no suporte à ditadura). Mas com o humor rasteiro e unidimensional da dupla (que protagonizou  Segurando as Pontas e É o Fim), o resultado suprime qualquer subtexto de sátira política ou midiática.

Depois do barulho feito pelo filme, graças as ataque cibernético à Sony, a empresa não conseguiu faturar com a situação, que despertou o interesse do público. Ao contrário, perdeu uma fortuna ao adiar o lançamento (mesmo com o filme vazado na web), receando represálias dos hackers. Uma decisão rechaçada até pelo presidente Barack Obama, pois feria a liberdade de expressão em solo americano, constituindo um perigoso exemplo para a própria indústria cinematográfica.

Rodrigo Zavala


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