Whiplash - em busca da perfeição

Whiplash - em busca da perfeição

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Sinopse

Andrew é um jovem prodígio na bateria que tem a sorte de ser escolhido pelo mais importante regente do conservatório onde estuda para fazer parte de sua banda. Porém, o rapaz logo passará a viver em constante terror psicológico e abusos verbais por parte de seu novo tutor, que busca nada menos que genialidade.


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Crítica Cineweb

06/01/2015

“Não há duas palavras mais nocivas do que ‘bom trabalho’”, diz o implacável regente Fletcher ao seu baterista prodígio Andrew. Com seus métodos cruéis e coercitivos de ensino, acredita que a complacência gera mediocridade. Será essa relação de abuso verbal e terror psicológico em busca da genialidade o ponto central do drama Whiplash – Em busca da Perfeição.

Dirigido e escrito pelo cineasta Damien Chazelle, o filme foi cotado como um dos 20 melhores de 2014 pelos críticos de Nova York (New York Film Critics Circle), mas é o papel de Fletcher, interpretado por J.K. Simmons, que tem dominou as notícias sobre a produção.
 
Embora tenha sido excepcional como o chefão ariano na extinta série de TV OZ, o ator já há uma década tem feito apenas comédias. Daí a surpresa pela atuação dramática tão contundente que se vê agora – inclusive como vencedor do Globo de Ouro de melhor ator coadjuvante e do Oscar na mesma categoria.

Ele encarna com tal vigor o professor do respeitado conservatório de música, que seus insultos, numa verborragia atroz, fariam tremer até mesmo o jazzista Buddy Rich, uma lenda da bateria. Uma atuação seguida de perto pelo jovem ator Miles Teller, também conhecido por suas comédias adolescentes (como Namoro ou Amizade e Projeto X).

Teller é, aqui, Andrew, que tem a sorte de ser selecionado para a banda de Fletcher, mesmo sendo calouro no conservatório. Assim que entra no grupo, no entanto, é alvejado por gritos, tapas na cara e até uma cadeira voadora, pois não entra no compasso correto imaginado pelo tutor e regente. É só o início das provações do rapaz, que aceita os abusos visualizando um futuro glorioso.

Entende-se a perseverança de Andrew também pela sua personalidade. Sem amigos, vê na própria família inúmeras limitações, não condizentes com o futuro “entre os grandes do jazz” que almeja. Em uma cena, termina com a namorada Nicole (Melissa Benoist), em um cortante monólogo no qual explica porque o fato de continuarem juntos só irá atrapalhar seu caminho para o sucesso.

Quanto mais Fletcher desfere humilhações, mais o rapaz se esmera na prática, que deixa quase sempre suas mãos em carne viva. Como não há trégua, resta saber até quando o Andrew resistirá a esse aprendizado.

Chazelle, que também é o diretor de fotografia, é inventivo em seu apurado jogo de câmera que, junto à trilha sonora e à intensidade psicológica do que se vê na tela, transforma os ensaios da banda em batalha campal. Conceito muito adequado ao conflito que impinge ao espectador.  
 
O filme recebeu cinco indicações ao Oscar: filme, ator coadjuvante, montagem, roteiro adaptado e mixagem de som, vencendo três, ator coadjuvante, montagem e mixagem de som.

Rodrigo Zavala


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Comentários:
  • 11/01/2015 - 02h24 - Por Ana É desses que a gente tem vontade de aplaudir no final. E aplaude.
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