Uma Longa Viagem

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Sinopse

Eric Lomax é aficionado por trens, colecionando tudo que tenha a ver com o meio de transporte. Solitário, sua vida muda ao conhecer Patti num trem. Logo se envolvem e em pouco tempo estão casados. Mas, para ser feliz, ele precisa superar traumas do passado, de quando foi prisioneiro de guerra.


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Crítica Cineweb

15/12/2014

Uma longa viagem, drama protagonizado por Colin Firth e Nicole Kidman, carrega em seus frágeis ombros o peso de ser um filme ‘baseado numa história real’, e falar de grandes temas da natureza humana – se é que se possa englobar ao mesmo tempo questões de todos os lugares e épocas. Enfim, é um filme sobre o poder do perdão, dirigido de forma burocrática por Jonathan Teplitzky, baseado num livro de memórias de Eric Lomax – recém-lançado no Brasil.
 
Lomax (Firth) é um veterano da Segunda Guerra, repleto de feridas emocionais que o atormentam em sua vida solitária, tentando sobreviver aos traumas. Sua única distração é sua obsessão com trens e qualquer coisa que envolva o tema, como souvenires e listas de horários. Não tem olhos para ninguém, até conhecer Patti (Nicole Kidman), com quem logo se casa, levando uma vida tranquila.
 
Quando ele começa a sofrer crises, Patti procura um antigo amigo dele, Finlay (Stellan Skarsgård), cuja única função no filme é fazer a ponte entre o passado e o presente. Através dele, externa-se os traumas do protagonista, que foi um soldado do exército inglês, capturado por japoneses, em Singapura, e forçado a trabalhar na construção da ferrovia ligando a Tailândia à Birmânia, cujo projeto ficou conhecido como Ferrovia da Morte.
 
A experiência é mostrada de forma assustadora e serve como a justificativa à instabilidade de Eric, que, entre outras coisas, passou por torturas. Nesses flashbacks, Eric é interpretado por Jeremy Irvine (“Cavalo de Guerra”). No presente, por volta da década de 1980, Lomax precisa superar seus traumas e seguir em frente – mas talvez isso só seja possível se revisitar o local de seu calvário.
 
Uma Longa Viagem se apropria da seriedade do tema para ficar apenas em sua zona de conforto. Não há nada fora do lugar – uma emoção ou um fio do cabelo emplastado de Firth. É tudo muito calculado, tornando o filme, em sua maior parte, previsível e até enfadonho. O que é um desperdício, pois a experiência de vida de Lomax tem grande potencial, bastava um pouco mais de ousadia.

Alysson Oliveira


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