Quero matar meu chefe 2

Quero matar meu chefe 2

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Sinopse

Depois de se livrarem de seus chefes, Nick, Dale e Kurt partem para seu próprio negócio, vendendo uma ducha especial. Quando são enganados por um espertalhão e correm risco de falência, decidem sequestrar o filho playboy dele. O que só vai trazer confusão.


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Crítica Cineweb

02/12/2014

Se no primeiro filme, de 2011, os protagonistas de Quero Matar Meu Chefe pareciam ter perdido o senso do ridículo, esta sequência mostra que o nível de estupidez dos personagens é tão alto que conseguiu ser transformado numa virtude. Jason Bateman, Charlie Day e Jason Sudeikis (Nick, Dale e Kurt, respectivamente) fazem aqui uma comédia de absurdos, que desliza em pontuais baixarias, mas é engraçada e robusta, muito bem escorada na espontaneidade do trio.

Os três amigos, que antes enfrentavam as agruras de terem patrões monstruosos, e daí a sanha em eliminá-los, agora, finalmente realizam o sonho americano do empreendedorismo. Fiados em uma invenção de Dale, o Shower Buddy (uma espécie de ducha 3 em 1, que já vem com xampu e sabonete), passam apuros para divulgar a própria marca, especialmente em um programa de TV, quando se apresentam como uma máquina de vexames.

Decididos a conseguirem um investidor disposto a ajudá-los a produzir e distribuir a invenção, contatam Bert Hanson (Christoph Waltz), um magnata do ramo varejista. Ele propõe ao trio comprar 100 mil peças, mas acaba enganando os desavisados, que se veem obrigados a declarar falência e ainda a procurar o ex-chefe de Nick, Dave Harken (Kevin Spacey), que está na cadeia.  

Para salvar seu negócio, premeditam o sequestro do primogênito de Bert, Rex (um irreverente Chris Pine), playboy imaturo com sérios problemas a resolver com o pai. E procuram a ajuda de consultor para estes assuntos, o já conhecido Dean 'Motherfucker' Jones (Jamie Foxx). Mas a inépcia dos protagonistas, somada à idiotia, fazem com que os planos tomem rumos diferentes, repletos de reviravoltas – incluindo a participação da predadora sexual Julia (Jennifer Aniston).    

A agilidade do filme, escrito e dirigido por Sean Anders, co-roteirizado por John Morris, dupla que já trabalhou junta no divertido Família do Bagulho (2013), pode ser pontuada pelo texto, mas o vigor é mesmo do elenco. Como ocorreu no filme anterior, é o trio de pirados, cada um à sua maneira, quem dá formato ao humor, amparado também no excelente trabalho dos celebrados coadjuvantes. É essa empatia, com muito improviso, a razão de existir desta sequência. E mostra que a estupidez pode ser, sim, uma vantagem.  

Rodrigo Zavala


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