Elsa & Fred

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País


Sinopse

Elsa é uma viúva alegre e divertida, que mora num apartamento em New Orleans. Um dia, muda-se para o seu lado o rabugento viúvo Fred, que não quer sair de casa nem ver ninguém. Elsa arma um plano para mudar esta situação.


Nota Cineweb

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Crítica Cineweb

26/11/2014

A escolha do elenco é a grande chave para entender e aplaudir a versão americana de Elsa & Fred, refilmagem quase cena-a-cena do sucesso espanhol-argentino homônimo de 2005. Com uma história-cópia, com poucas adaptações da vida madrilenha para New Orleans, resta o talento e magnetismo de Shirley MacLaine e Christopher Plummer nos papéis-título, nesta comédia dramática sobre vizinhos que se apaixonam.
 

Como no original, a Elsa de MacLaine está longe de se entregar a uma vida monótona, ligada a lembranças do passado. Quer viver o momento, usufruindo do dinheiro do primogênito (Scott Bakula) e investindo nas ambições artísticas do caçula Alec (Reg Rogers). Dona de excentricidades que envolvem mentiras cordiais e evasivas humoradas, é uma figura efervescente aos 80 anos (como a atriz).

Entende-se aí a sua obsessão em relação ao novo vizinho Fred (Plummer). Ressentido pela recente viuvez, viveria quase como um eremita, se não fosse um hipocondríaco. Ele ainda tem uma filha, Lydia (Marcia Gay Harden), que o irrita ainda mais não só pela superproteção asfixiante, como pelas súplicas para investir financeiramente nas invenções absurdas do marido (Chris North).

Elsa, que acompanha tudo pela janela, não entende como o vizinho octogenário bonitão pode viver dessa forma e arma estratégias para ajudá-lo e, claro, conquistá-lo. A personalidade energizante da vizinha, incapaz de aceitar um não, acaba vencendo a aridez de Fred, mudando o seu cotidiano. Mas, como todo o casal, este enfrentará problemas nada simples para continuar juntos.

O diretor contratado para o projeto americano, o britânico Michael Radford (de O Mercador de Veneza e O Carteiro e o Poeta), faz um trabalho acertado com o material que tem nas mãos, adaptado por ele e sua colaboradora (também da história de Pablo Neruda), Anna Pavignano. Sem mudar a estrutura, porém, mantém os mesmos vícios do original, preso a uma narrativa similar à noveleira, criada para cair em um suposto apelo mais popular (dos conflitos ao jogo de câmera).

O que muda o tom nesta versão é justamente o trabalho de MacLaine. Embora com falas similares, situações idênticas e personalidades sob o mesmo prisma, ela faz um trabalho absolutamente novo ao realizado pela cativante e icônica atriz argentina China Zorrilla (de Conversando com Mamãe). Como figuras centrais que levam os filmes, sem deixar espaço para os demais (atores e personagens), ambas fazem de suas Elsas estrelas próprias, como suas intérpretes. 

Rodrigo Zavala


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