Attila Marcel

Ficha técnica


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Sinopse

Com 33 anos, Paul é um prodígio como pianista e vive com suas protetoras tias, Annie e Anna. Mudo desde que testemunhou a morte dos pais ainda criança, começa a se tratar com sua vizinha, a hippie Madame Proust, que receita chás que o fazem relembrar de sua infância e, mais tarde, enfrentar seus traumas.


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Crítica Cineweb

07/10/2014

Responsável pelas tocantes animações As Bicicletas de Belleville e O Ilusionista, o diretor Sylvain Chomet faz, aqui, seu primeiro filme live action sem perder a beleza e sensibilidade que lhe são peculiares. Repleto de humanismo, música e capricho visual, Attila Marcel é uma inocente tragicomédia para todos os públicos, mesmo com os toques de drogas alucinógenas na história.

A narrativa é centrada em Paul (Guillaume Gouix), um prodigioso pianista que vive com suas superprotetoras tias, Anna (Hélène Vincent) e Annie (a musa da Nouvelle Vague Bernadette Lafont, a quem o filme é dedicado). Mudo desde que que testemunhou a morte de seus pais ainda criança, o introspectivo Paul se dedica a tocar piano nas aulas de dança de suas tias e no árduo treino (por pressão dessas senhoras) para vencer um prêmio de jovem talento musical.

Em suas escapadas para o parque próximo à sua casa, acaba conhecendo a tocadora de ukelele e hippie Madame Proust (Anne Le Ny), sua vizinha. Curiosa a respeito do enigmático rapaz, cuja complexidade se revela no excelente trabalho de Gouix, fica convencida de poder ajudá-lo a partir de suas receitas alternativas.

Ela cultiva em uma horta dentro de seu apartamento algumas plantas que levam a estados alterados da mente de seus consumidores e clientes, como um divertido médico e taxidermista amador (Cyril Couton). Para Paul, Madame Proust receita um poderoso chá, que ativará as memórias esquecidas por ele quando determinadas músicas de sua infância forem tocadas.

Pouco a pouco, o rapaz lembrará de sua mãe Anita (Fanny Touron) e do relacionamento tortuoso e apaixonado que ela mantinha com o pugilista conhecido como Attila Marcel (o próprio Gouix), pai de Paul. As memórias lançam o espectador a teatrais números musicais, que recordam a filmografia do francês Jacques Demy, por quem Chomet assumidamente (ao lado de outro Jacques, o Tati) é fascinado.

As descobertas de Paul o levam a desenvolver um novo olhar para aquelas curiosas figuras que o cercam, incluindo aí a tímida, e atrevida, tocadora chinesa de violoncelo Michelle (Kea Kaing), que cai de amores por ele. O que Chomet faz com um humor sofisticado e muito vezes melancólico, como a cena do ukelele tocado pela chuva.

O diretor, que já anunciou um nova produção baseada em uma história do mestre Federico Fellini (The Thousand Miles), é um emotivo. Com seu elenco brilhante, em especial Guillaume Gouix, e competentes parceiros como Antoine Roch (fotografia) e Stéphane Cressend (arte) deve cativar o público também.

Rodrigo Zavala


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