Violette

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Sinopse

Amiga de Simone de Beauvoir, a escritor Violette Leduc teve uma trajetória de traumas e superações, que encontrou na escrita e na amizade com a filósofa a liberdade e a maneira de superar seus traumas.


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Crítica Cineweb

25/08/2014

O novo longa de Martin Provost, Violette, chega aos cinemas para tentar dar o destaque necessário à produção literária da atormentada escritora francesa Violette Leduc. Com Emmanuelle Devos no papel principal, o filme contempla duas décadas da vida de Leduc – as quais, diga-se de passagem, não são vistas na pele da atriz, pois não há maquiagem para mostrar esta passagem de tempo –, divididas em sete capítulos intitulados com o nome de pessoas marcantes em sua vida ou com os títulos de seus livros, até chegar à publicação de sua obra mais famosa.
 
O problema é que, para Violette, Simone era mais que isso e seu amor não correspondido por ela a mortificava. Pelo menos é o que filme deixa transparecer ao dar destaque à relação das duas e, provavelmente, aumentar as cores da ligação entre elas. Talvez tenha sido o jeito que o diretor tenha encontrado para abordar a vida da escritora, sem ter problemas.
 
Séraphine, o filme de maior sucesso de Provost também foi uma cinebiografia de uma artista um tanto quanto marginalizada; no caso, a pintora Séraphine de Senlis. O trabalho lhe rendeu uma série de elogios, ao lado de muita dor de cabeça, pois perdera o processo movido por biógrafos da artista plástica. Por isso, o cineasta não se compromete neste último longa e acaba falhando ao não explorar o fato de a escritora ter sido uma filha bastarda, o que resultaria em seu livro mais famoso, ou ao não apresentar a mãe de Violette (Catherine Hiegel) como a megera que a filha pinta em suas lamentações.
 
Sua falta de autoestima já fica clara no início da película, quando em off, a personagem fala que as mulheres feias chamam tanto a atenção quanto as bonitas, porém, como se fossem um pecado mortal. E assim esse sentimento e as lamúrias se desenvolvem durante todo o longa. Violette tem como êxito mostrar o quanto a escrita serviu como processo de apaziguamento destes fantasmas que a perseguiam. Afinal, na tela do cinema, Leduc parece só ter encontrado seu lugar quando viu o quanto suas páginas significavam para os leitores e – tal qual o clipe de Enjoy the Silence do Depeche Mode – resolveu procurar o som do silêncio para abafar seus gritos de reclamação.

Nayara Reynaud


Trailer


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