Planeta dos macacos: o confronto

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Sinopse

Um vírus mortal dizimou a humanidade, que é dada como extinta pela comunidade de macacos, liderada por César, que se estabeleceu nas florestas perto de San Francisco. Um dia, aparece um grupo de homens no bosque e inicia-se um dilema: confiar ou não nos humanos?


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Crítica Cineweb

17/07/2014

Três anos depois do relançamento da franquia, com Planeta dos Macacos: a origem (2011), e com um novo diretor, Matt Reeves, retoma-se a aventura que tem macacos inteligentes e falantes no seu centro.
 
Na verdade, César (Andy Serkis), o líder dos macacos que emergiu no filme de 2011, é o personagem mais rico, interessante e complexo da história, deixando muito atrás seus concorrentes humanos. Fugindo do laboratório em que era submetido a experiências, ele comandou uma fuga de macacos, com uma famosa batalha no alto da ponte Golden Gate, em San Francisco, no último filme. De lá, o grupo de símios ocupou os bosques nas proximidades.
 
Enquanto a humanidade era dizimada por um vírus letal, a comunidade de macacos prosperou. Agora eles são muitos, vivendo pacificamente nas montanhas perto de uma San Francisco que parece vazia, totalmente devastada.
Um dia, enquanto um grupo de macacos vai à caça, encontram um humano. Ele vem com uma pequena expedição que busca fazer funcionar novamente a usina de energia ali próxima. O encontro não termina bem, já que o homem atemorizado atirou num dos macacos. Só não termina em morte porque César intervém bem a tempo, expulsando os homens.
 
Os humanos, no entanto, por mais que temam os macacos, não tem opção senão tentar voltar ali. Afinal, a pequena comunidade de sobreviventes que se agrupou em torno de uma torre precisa desesperadamente de energia, também para comunicar-se com o resto do mundo, para saber se restaram outros humanos em outros locais.
 
Malcolm (Jason Clarke) se voluntaria a este novo contato com os macacos, contra a vontade de Dreyfuss (Gary Oldman), que é a favor de uma expedição de guerra. É então que o filme forma seu núcleo mais interessante, baseado na possibilidade de negociação e convivência entre espécies diferentes e de interesses conflitantes.
A intenção de César de permitir o acesso dos humanos à represa e mesmo de colaborar com um pequeno grupo deles – ainda que mantendo os demais fora de seu território – cria uma divisão dentro da comunidade símia. Koba (Toby Kebbell) vai contestar a autoridade de César, criando uma alternativa mais guerreira.
 
O roteiro, assinado por Mark Bomback, Rick Jaffa e Amanda Silver, sustenta bem uma trama escudada em lealdade, ética, traição, ambição e confiança, numa produção que, sem dúvida, tem necessariamente que ser muito bem escorada na parte visual e sonora – seja na impressionante tecnologia de motion capture que permite total credibilidade aos macacos digitais, assim como às empolgantes sequências de batalhas.   
 
A guerra que se anuncia, mais uma vez, entre humanos e macacos neste capítulo certamente fica irresolvida para o terceiro filme, previsto para 2016, novamente com Reeves no comando. 

Neusa Barbosa


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