Não aceitamos devoluções

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País


Sinopse

Valentín é um mulherengo cuja vida muda radicalmente quando uma americana com quem passou a noite deixa uma recém-nascida para ele criar. Ele acaba se mudando para os EUA com a menina, onde começa a trabalhar como dublê. Os anos passam, e os dois levam uma vida bastante tranquila, até que a mãe da garota reaparece.


Nota Cineweb

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Crítica Cineweb

30/06/2014

Eugenio Derbez, diretor e protagonista de Não aceitamos devoluções, não nega suas origens mexicanas – deve, aliás, gostar muito das novelas de seu país. O mesmo deve ser dito de Guillermo Ríos e Leticia López Margalli, roteiristas do longa, que abusa da boa vontade, exagera na sacarina e pode forçar o uso de lenços durante a sessão – essa parte já depende um pouco da propensão do espectador a chorar.
 
Um dos maiores sucessos no México e, até agora, a maior bilheteria nos EUA de um filme falado em espanhol, o longa começa como uma comédia exagerada e misógina sem muita graça, depois melhora, mas perde o rumo novamente quando se torna um vale de lágrimas em sua metade final.
 
Derbez é Valentín, mulherengo que mora numa praia em Acapulco. Sem rumo na vida, ele muda quando uma ‘ficante’ americana, Julie (Jessica Lindsey) aparece em sua casa com uma bebê de alguns dias, dizendo que é filha dele, e entregando a menina aos seus cuidados. Quando ele descobre que a mulher trabalha num hotel em Los Angeles, resolve ir atrás dela, mas, como não tem visto, terá de entrar de forma ilegal nos EUA.
 
Quando não encontra a mulher, acaba conseguindo um emprego como dublê em filmes de ação. Uma montagem mostra os anos passando até que a sua filha, Maggie (Loreto Peralta), chega aos 6 anos. Para compensar a ausência da mãe, ele dá uma vida de sonhos para a garota. Ganhando bem como dublê, ele monta um apartamento repleto de brinquedos e, de tempos em tempos, forja uma carta para a menina como se fosse da mãe, que seria uma super-heroína e viaja pelo mundo – ao lado de celebridades como Bono e Adam Sandler (com quem Derbez trabalhou num filme) – salvando os fracos e oprimidos.
 
Porém, como é de se esperar, Julie procura Valentín, e quer conquistar a amizade da filha. Mas primeiro terão de dizer à menina que tudo o que o pai contou é mentira, e que a mãe a abandonou. Mais água ainda vai rolar pela ponte do rio do melodrama – e os roteiristas não abrem mão de qualquer possibilidade para aumentar a duração do filme, por mais sem pé nem cabeça que os rumos possam parecer.
 
Derbez é simpático e quando o filme se concentra na dinâmica entre ele e a pequena Loreto Peralta é até engraçadinho. Porém, quando a mãe (um estereótipo ambulante) volta à cena, Não aceitamos devoluções se torna arrastado, e parece mais longo do que realmente é. No fundo, isso é fruto de seu sonho reprimido: esse filme queria ser uma telenovela, até os coadjuvantes estão lá, esperando para terem suas tramas desenvolvidas durante meses no ar num canal de televisão.

Alysson Oliveira


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