Causa e Efeito

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País


Sinopse

Paulo é policial, mas abandona a farda depois que a mulher e o filho morrem atropelados por um motorista embriagado, e este é absolvido. Quando o protagonista recebe a missão de matar uma mulher grávida, resolve protegê-la e juntos fogem. Aí, descobre coisas sobre reencarnação.


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Crítica Cineweb

30/06/2014

Causa e Efeito é um filme espírita, e, como tal, não difere em nada de todos os outros do gênero lançados no Brasil nos últimos anos – e a lista inclui As mães de Chico Xavier, O filme dos espíritos e Nosso Lar. É, em si, uma obra doutrinária, cuja função básica é transmitir ensinamentos da doutrina espírita. Como outros filmes do gênero, reencarnação e aborto serão dois temas tratados exaustivamente.
 
Enquanto peça de ensinamento de doutrinação, Causa e Efeito pode até ser eficiente – didático, explica tudo o que quer ensinar, e, se necessário até mais de uma vez. Enquanto cinema, porém, é pobre, numa narrativa redundante, com personagens desprovidos de nuances ou profundidade. O protagonista é Paulo (Matheus Prestes), policial que troca de lado na lei depois que sua mulher (Maritta Cury) e filho morrem atropelados por um motorista embriagado (Maurycio Madruga), que acaba absolvido pela justiça.
 
Paulo começa, então, a trabalhar como matador para um político corrupto (Henri Pagnoncelli). Mais tarde, este mesmo personagem contratará o protagonista para matar sua amante, Madalena (Naruna Costa), que está grávida, e se recusa a abortar. Quando o matador descobre a verdade, porém, resolve fugir com a moça para uma cidade do interior, onde pedirá ajuda ao seu tio, um médium (Luiz Serra), cujos melhores amigos são um padre (Henrique Lisboa) e um pastor evangélico (Haroldo Serra). Isolados num antigo sítio, Paulo e Madalena acabam se apaixonando.
 
O roteiro, escrito pelo diretor do filme André Marouço, é redundante em armar coincidências e buscar explicações para nas vidas passadas dos personagens. Numa cena de tribunal espiritual (na falta de uma expressão melhor), Paulo revê uma de suas encarnações, quando era um rico escravocrata, e Madalena, propriedade e amante sua. Após esse momento (sonho? delírio?), o matador começa a repensar a sua vida.
 
Como alívio cômico estão os três personagens religiosos, cujas religiões não aparecem com a mesma força que o espiritismo dentro do filme – são mencionadas aqui e alo. Aomda assim, a existência de um pastor e um padre de forma positiva num filme espírita já é algo digno de nota em tempos de fundamentalismo religioso.

Alysson Oliveira


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