Pompéia

Ficha técnica


Avaliação do leitor

PéssimoRuimRegularBomÓtimo 1 votos

Vote aqui


País


Sinopse

Ao pé do vulcão Vesúvio, Pompéia desconhece a tragédia que está para acontecer. Enquanto isso, um gladiador se apaixona pela filha do governador local, e disputa o seu amor com um senador romano.


Nota Cineweb

PéssimoRuimRegularBomÓtimo


Crítica Cineweb

17/02/2014

Pompeia é uma espécie de sub-Titanic. Desde sua tragédia anunciada, passando por um romance, o filme de Paul W.S. Anderson – responsável por algumas sequências da série Resident Evil, além de Alien vs Predador e a mais recente versão de Os três mosqueteiros – faz lembrar o premiado longa de James Cameron e só envergonha a si mesmo ao parecer uma pálida sombra daquilo que poderia ser.
 
Desde o começo, sabemos como o filme terminará. E, tal qual como Cameron, Anderson começam mostrando imagens das ruínas da cidade de Pompeia, com seus moradores petrificados, para depois voltar no tempo e narrar seus últimos dias. O herói da vez é Milo (Kit Harington), jovem celta que vê sua aldeia dizimada por um senador romano, Corvus (Kiefer Sutherland, que parece fazer o mesmo personagem desde o começo de sua carreira), e se torna gladiador. Anos mais tarde, quando chega a Pompeia, ainda no caminho, conhece Cassia (Emily Browning), filha do governante, ou seja, da elite, e com ideias à frente de seu tempo. Logo surge um romance entre os dois, num filme que é previsível antes mesmo de começar.
 
Para que Pompeia funcionasse um pouco, era preciso que o roteiro - de autoria de quatro autores! – criasse personagens com maior empatia, construísse laços entre eles e o público, pois a graça num disaster movie como esse é torcer por alguém. No caso aqui, todos são tão desprovidos de qualquer traço de carisma ou sagacidade, que só resta esperar que o Vesúvio (a melhor presença em cena) entre logo em erupção e acabe logo com essa bobagem toda.
 
Bobagem, que fique claro, no filme, pois, segundo as descobertas de pesquisadores, Pompeia era uma sociedade bastante avançada, com inscrições no chão das casas descobertas nas escavações que saudavam o dinheiro – um indício de sua organização sócio-econômica. O filme mostra apenas a elite e os gladiadores, deixando de lado as classes responsáveis por manter as engrenagens dessa sociedade funcionando.
 
Os gladiadores, a base da pirâmide social, não por acaso, são o mesmo tipo de personagens do convés do Titanic – lutando por melhores condições de vida, embora saibam estar condenados, mas não pelos mesmos motivos de todos. A paixão entre Milo e Cassia não desperta faísca, é insossa, como todo o filme. Os pais da garota, interpretados por Jared Harris e Carrie-Anne Moss (atriz talentosa que despontou na trilogia “Matrix” e há anos deve um filme à sua altura), são obrigados a prometer Cassia a Covus, que está de passagem pela cidade a mando do imperador, cogitando investir no local.
 
O diretor, no fim, mostra-se capaz de desperdiçar o potencial épico do tema. A culpa, é claro, não é só dele: os roteiristas também têm sua parcela. E a falta de um senso visual para narrar uma história e sua trama e personagens insossos formam uma combinação mais destruidora que lava de vulcão.

Alysson Oliveira


Trailer


Deixe seu comentário:

Imagem de segurança