De repente pai

De repente pai

Ficha técnica

  • Nome: De repente pai
  • Nome Original: Delivery man
  • Cor filmagem: Colorida
  • Origem: EUA
  • Ano de produção: 2014
  • Gênero: Comédia
  • Duração: 105 min
  • Classificação: 12 anos
  • Direção: Ken Scott
  • Elenco: Vince Vaughn, Chris Pratt

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Sinopse

Quarentão, David não se acertou em nenhuma área da vida, seja a pessoal, seja a profissional. Ele vai levar um choque de realidade quando descobre que seu sêmen, doado anonimamente a uma clínica de fertilização, gerou 533 filhos. E agora, todos querem saber quem é seu pai biológico.


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Crítica Cineweb

04/01/2014

O quarentão David Wozniak (Vince Vaughn) é uma dessas pessoas que não tem qualquer controle sobre a própria vida. Contratado como entregador na empresa de carnes da família, um tanto irresponsável, contraiu dívidas de agiotas violentos e ainda leva um fora da namorada quando ela conta que está grávida – e longe de querer a influência dele sobre a criança.

O protagonista de De Repente Pai é, assim, o protótipo do conceito americano de “loser”(perdedor), que é simplesmente empurrado pelo seu cotidiano, sem realmente saber o que quer adiante. E o diretor e roteirista canadense Ken Scott explora ao máximo a busca por um sentido na vida de seu personagem quando o coloca em um capcioso conflito: descobrir que tem 533 filhos.
 
Entender como isso ocorreu na trama, no entanto, é um trabalho que exige certa força de vontade de quem assiste. Pela história, quando era mais jovem e sob o codinome Starbuck, David vendeu seu sêmen a uma clínica de fertilização, que na falta de outros doadores, usou o material do rapaz em todas as suas clientes.   

Quando essas crianças crescem, entram na justiça para descobrir quem é afinal Starbuck, cujo nome real é protegido por contrato. Avisado por seu amigo e advogado Brett (Chris Pratt), David começa a ajudar seus filhos, omitindo que é o pai biológico.  Um envolvimento que irá, como se entende logo no começo, dar um novo rumo a David.   

Ken Scott, que já havia realizado este mesmo filme no Canadá (Meus 533 Filhos, 2011) com atores locais, adaptou a história para os Estados Unidos, mantendo muitas cenas e diálogos intactos. Por isso, a versão americana não perde seu tom dramático, atenuando a verborragia do ator Vince Vaughn, conhecido por interpretar os mesmos papéis em seus filmes.
 
Apesar do exemplo extremo que traz em seu roteiro, o diretor busca dialogar com o espectador sobre as mudanças na visão de paternidade. Um tema retratado aqui com muito sentimento, mas que esvazia um pouco a comicidade do filme. Trata-se, portanto, de um drama com humor, mais do que uma comédia.  

Rodrigo Zavala


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