Linha de frente

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País


Sinopse

Deixando para trás a vida de agente de repressão a narcóticos, depois de um caso dramático, o viúvo Phil Broker pega a filha, de 9 anos, e vai viver numa pequena cidade. Ali, problemas aguardam os dois, porque existe um submundo dominado por um traficante.


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Crítica Cineweb

04/12/2013

Não existe, talvez, um capitão mais solicitado para liderar a frente de batalha dos filmes de ação deste século do que Jason Statham. O ator inglês se tornou um dos heróis do gênero pela sua eficiência nas cenas de luta, somada ao seu jeito seco e, ao mesmo tempo, carismático, que demonstrou nos longas das franquias Carga Explosiva, Adrenalina e Os Mercenários, entre outras produções. Na sua mais nova missão, Linha de Frente (2013), Statham põe todo mundo no chão mais uma vez, só para variar.
 
Entretanto, desta vez, ele faz isso à força bruta, pois, diferente de seus desafios anteriores, não tem nas mãos sua arma mais especial: o humor sarcástico que o caracterizava. Uma falha do estrategista Sylvester Stallone, que assina o roteiro da produção, adaptado de uma novela de Chuck Logan. O ídolo de ação de outrora traz um tom violento à antiga história do herói que faz de tudo para proteger a filha – ou uma projeção desta figura, como no caso de Chamas da Vingança (2004), de Tony Scott.
 
Em Linha de Frente, Phil Broker (Jason Statham), um ex-agente da DEA – Drug Enforcement Administration, espécie de Departamento de Combate a Narcóticos dos EUA – aposentado há dois anos, após sua última investigação ter um final frustrante, muda-se com a filha Maddy (Izabela Vidovic) para Rayville, na Louisiana, cidade natal de sua esposa que acabara de falecer. Apesar da tranquilidade interiorana, o lugar não tem nada de pacato e o clima feudal, em que tudo parece se resolver na base da briga e da vingança, traz problemas para o protagonista. Ele tem de lidar com Cassie (Kate Bosworth) e Jimmy (Marcus Hester), os pais descontrolados de um colega de escola de sua filha; com Gator Bodine (James Franco), o traficante local, e sua parceira Sheryl (Winona Ryder); além de fantasmas do passado.
 
O general desta operação, o diretor Gary Fleder, também não consegue executar sua missão com sucesso. Com uma sequência inicial que prometia mostrar que o campo de batalha não é só físico, mas também psicológico, o decorrer do longa não cumpre a premissa e traz mais do mesmo. O cineasta, responsável pelo ótimo thriller O Júri (2003), também não foi capaz de criar o suspense necessário no seu novo trabalho, pois, em nenhum momento, parece que o personagem principal está realmente ameaçado. Além disso, mesmo com o esforço da fotografia usando a luz do sol como símbolo da pureza da relação pai e filha, e da trilha sonora melodramática nas cenas tensas da trama, ela não é tão eficiente quanto na hora da ação, que conta com um trabalho sonoro e de edição, com cortes rápidos, mais interessante.
 
Com um alistamento de atores renomados nos mais diversos gêneros, quem chama a atenção entre os combatentes é Kate Bosworth, mais conhecida por A Onda dos Sonhos (2002) e Superman Returns (2006). A atriz, que não emplaca nenhum grande sucesso há alguns anos, realmente defende a causa desta luta e surpreende em sua melhor atuação – e também pela sua aparência física deteriorada –, interpretando uma mãe histérica e viciada em metanfetaminas.
 
No final, Linha de Frente até vence a batalha e conquista a atenção dos espectadores fãs de filmes de ação. Mas, sem dúvidas, perderia a guerra se comparado com várias obras do gênero.

Nayara Reynaud


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