Como não perder esta mulher

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Sinopse

Jon é um sujeito descolado, que leva uma rotina em que se inclui musculação, cuidado com a família e domingos na igreja. Também acumula uma respeitável lista de conquistas femininas. Mas esconde de todas elas seu vício por vídeos pornôs. Duas mulheres podem mudar isso.


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Crítica Cineweb

04/12/2013

O que a princípio pode parecer uma história um tanto vulgar e adolescente escrita, dirigida e estrelada por Joseph Gordon-Levitt, Como não perder esta Mulher é, na verdade, um romance sobre relacionamentos modernos. O ator, que agora se lança cineasta, tem uma visão muito particular do homem jovem atual, na sua visão, ensimesmado, narcisista e sem muitas ambições.
 
Deve ser dito que Gordon-Levitt fala especificamente de um grupo, de ítalo-americanos de New Jersey (EUA), cujo estereótipo foi explorado pelo baixíssimo  reality-show da MTV americana Jersey Shore. É desse grupo, de aparentemente fortões desmiolados, que ele se inspirou para dar contornos ao seu personagem, Jon.
 
Pelo roteiro do diretor debutante, Jon é um homem com poucas preocupações na vida, mas todas elas imprescindíveis: família, musculação, a faxina de sua casa, os domingos na igreja, onde se confessa, e as noitadas com os amigos, quando escolhe a partir de um sistema de pontuação a mulher com que irá para cama.

No entanto, o que realmente Jon gosta é pornografia, da qual é viciado. Durante grande parte do começo do filme, Jon explica sua preferência por vídeos pornográficos na internet a sua vasta lista de sexo casual noite após noite. Isto é, o que importa é conseguir se satisfazer com a cena certa, mais do que com as mulheres que leva para cama. 
 
Quando conhece Barbara (Scarlett Johansson), a rotina de Jon começa a mudar. Além de pedir que o rapaz volte a estudar, mina cada uma de suas prioridades na vida. E, mesmo sem saber do vício de Jon, proíbe sumariamente qualquer pornografia.  
 
Durante uma das aulas na faculdade comunitária que passa a cursar, Jon é flagrado por uma de suas colegas Esther (Julianne Moore) vendo um filme pornô em seu celular. Depois do claro vexame, ele passa prestar atenção nessa mulher (nota baixa em sua escala de beleza), que chora grande parte do tempo. Será Esther o ponto de ruptura na vida de Jon.

Gordon-Levitt, com esse exemplo, cria uma história sobre pessoas autocentradas e sua inabilidade de conviver e se aproximar de outras. Mas faz isso de forma leve e até cômica (o ator e Julianne Moore mostram-se especialmente  inspirados), explicitando o romance e provocando a capacidade de redenção de Jon.

Com uma história tão explícita, por assim dizer, Gordon-Levitt pode ser mal-interpretado, mas é um bom começo como diretor.   

Rodrigo Zavala


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