Mazzaropi

Mazzaropi

Ficha técnica

  • Nome: Mazzaropi
  • Nome Original: Mazzaropi
  • Cor filmagem: Colorida
  • Origem: Brasil
  • Ano de produção: 2013
  • Gênero: Documentário
  • Duração: 97 min
  • Classificação: Livre
  • Direção: Celso Sabadin
  • Elenco:

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Locais de filmagem


Sinopse

A vida e obra de Amácio Mazzaropi (1912-1981), um dos maiores comediantes brasileiros e intérprete inesquecível do caipira em seus filmes é o tema deste documentário, que revê seu talento como ator e produtor.


Extras

Formato de tela - 16:9 widescreen anamórfico; áudio português 2.0 Dolby digital; legendas em inglês e português.


Nota Cineweb

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Crítica Cineweb

02/12/2013

Mazzaropi, o documentário de estreia do jornalista paulistano Celso Sabadin, recoloca em foco um dos comediantes mais famosos do cinema nacional, além de um fenômeno de bilheteria e tino comercial no controle da arredação de seus filmes.
 
Cenas de filmes como Sai da Frente (52), O Corinthiano (66) e O Jeca e a Freira (67), além de um raro depoimento do próprio ator e produtor, morto em 1981, pontuam uma série de depoimentos que assinalam sua trajetória única no cinema brasileiro, emergindo das cinzas do estúdio Vera Cruz – que alguns dizem que poderia ter sido salvo por ele, se tivesse surgido antes.
 
Com o mérito inegável de recolocar o humorista em discussão, apresentando-o a gerações mais novas que cultuam artistas inferiores – como o mexicano Chaves -, o documentário, que evidencia uma sólida pesquisa por trás, não se desvia de aspectos polêmicos de sua biografia, como seu alegado pão-durismo e estilo tosco de produção, e também de áreas pouco comentadas de sua vida, como o homossexualismo.
 
A lista dos entrevistados é grande e inclui amigos como os apresentadores Hebe Camargo e Ronnie Von, os diretores Glauco Mirko Laurelli e Alfredo Sternheim, o produtor Moracy do Val, os atores David Cardoso, Selma Egrei e Marly Marley, o cantor Daniel e o pesquisador Mássimo Barro.
 
Introduzindo o personagem, artistas e estudiosos discutem a figura do caipira, que Mazzaropi encarnou tão bem, polarizando o preconceito de parte da crítica intelectualizada num tempo em que o Cinema Novo era o parâmetro cult. O próprio documentário incorpora, com bastante felicidade, essa discussão sobre cinema popular X cinema cult, que ainda hoje continua em pauta, no depoimento final do próprio Mazzaropi e em comentário impagável do apresentador e ex-palhaço de circo Carlos Massa, o Ratinho – um personagem inesperadamente interessante no filme.
 
Há que se fazer justiça ao humor brasileiro, do qual Mazzaropi foi um dos mais dignos e criativos representantes, ao lado de Oscarito, Grande Otelo, Dercy Gonçalves e vários outros. O documentário de Sabadin é um excelente esforço nesse resgate.

Neusa Barbosa


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