O mar ao amanhecer

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Sinopse

A história real de Guy Môquet, garoto de 17 anos que se junta à Resistência na França ocupada pelos nazistas na II Guerra Mundial. Preso num campo de prisioneiros, ele é colocado numa lista de pessoas que devem ser executadas em represália ao assassinato de um oficial alemão, na França, em 1941.


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Crítica Cineweb

23/10/2013

Autor de uma famosa carta, ainda hoje lida nas escolas francesas, o jovem militante da Resistência Francesa, Guy Môquet, é o centro do drama alemão O Mar ao Amanhecer, em que o veterano diretor Volker Schlondorff reconstitui o clima de uma das épocas mais sombrias da França, sob ocupação nazista e governo colaboracionista, em 1941.
 
Garoto de 17 anos, membro da Juventude Comunista, Guy (Léo-Paul Salmain) está preso no campo de Choisel, perto de Nantes, depois de ter sido capturado distribuindo folhetos antifascistas. O filme empenha-se num vivo retrato desse campo, em que prisioneiros esquerdistas de várias idades compartilham os barracões tentando manter o moral alto, cantando e brincando sempre que possível.
 
O assassinato de um alto oficial nazista, Karl Kotz, coloca em funcionamento uma operação de retaliação que muda drasticamente o destino de Guy e outros. Como não funcionaram as pressões e mesmo a oferta em dinheiro para a delação dos responsáveis, prepara-se a execução de 50 prisioneiros franceses.
 
A participação de funcionários administrativos franceses, como o subprefeito Bernard Lercornu (Sébastian Accart), na elaboração da lista de vítimas é um elemento crucial do filme, empenhado em retratar lealdades trocadas e dilemas éticos difíceis. Assim, contrasta a corrupção moral destes colaboracionistas oportunistas com a relutância até de alguns oficiais alemães para levar a cabo essas execuções.
 
Um personagem que sintetiza os desafios dessa situação-limite é o oficial Ernst Jünger (Ulrich Matthes), um escritor, que é encarregado por seu superior de manter um diário detalhado dos acontecimentos, que o contrariam, mas são exigidos pelo Führer em pessoa.
 
Crônica de mortes anunciadas, O Mar ao Amanhecer, um roteiro do próprio Schlondorff, evita o ranço de um heroísmo vazio, centrando sua energia no retrato humano dos prisioneiros e no desperdício humano de tantas vidas, como a do jovem Guy. Não foi à toa que o ex-presidente Nicolas Sarkozy tentou apropriar-se de um pouco da aura do jovem militante, o que causou polêmica na França em 2007. Guy é um desses poucos heróis cujo brilho nenhum oportunismo deveria tocar.

Neusa Barbosa


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