Nove crônicas para um coração aos berros

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Sinopse

Vários personagens se debatem com situações difíceis. Larissa quer separar-se de Mário, mas este resiste. Júlio mora com a mãe, tem medo de tudo, inclusive de que ela caia no mundo, como está querendo. Simone é uma prostituta que quer deixar essa vida. E Carol não consegue superar a dor de uma separação.


Nota Cineweb

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Crítica Cineweb

02/10/2013

Fragmentado, oscilando de clima e gênero – a câmera igualmente balança muito -, Nove Crônicas para um Coração aos Berros padece de todas as indefinições de que esse tipo de filme de histórias e registros múltiplos costuma sofrer.
 
São vários pedaços de vida que se intercalam – em geral, sem interferir um no outro. Júlio (Júlio Andrade) mora com a mãe (Denise Weinberg). Os dois querem mudar de vida. Ela, que sempre foi dona de casa, quer sair pelo mundo. Ele tem medo de tudo.
 
Uma prostituta (Simone Spoladore) quer tomar outro rumo e fala obsessivamente com seus clientes, na esperança de que um deles a ajude. Estranho, trancado em seu apartamento, um homem (André Frateschi) põe um anúncio para formar uma banda. Mas é de música mesmo?
 
Carol (Carolina Sudati) foi abandonada pelo namorado e agora vive soterrada pelas lembranças. Larissa (Larissa Salgado) não quer mais viver com Mário (Mário Bortolotto). Mas é duro sair. Um corretor de imóveis (Leonardo Medeiros) vive esmagado por uma rotina infernal e desabafa com uma figura que é ora um faxineiro, ora um carteiro, ora um travesti – sempre interpretados por Marat Descartes -, que funciona como uma espécie de consciência, uma espécie de terapeuta informal.
 
Nesta indecisão de rumos, que traduz a própria proposta do filme de Gustavo Galvão, é difícil sintonizar-se. A ideia era que cada pequena história proporcionasse a cada ator a possibilidade de uma pequena epifania. Mas isto não acontece. No final, resultou um projeto frágil que poderia, quem sabe, funcionar melhor no teatro, ou com uma dramaturgia mais amarrada. Bons atores não lhe faltam. 

Neusa Barbosa


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Comentários:
  • 28/10/2013 - 16h10 - Por Regina Sem qualquer outra referência sobre o filme, fui por conhecer o trabalho de Simone Spoladore, acreditando também ver um filme brasileiro que me surpreendesse para além dos clichês tão bem divulgados. Mas percebi que fazer cinema sobre nossos afetos humanos é muito complicado mesmo. O cineasta fragmenta muito o texto faz reverberar um incomodo muito grande, despotencializador, em cima de repetições exaustivas. Talvez tenha ficado isto, o humano é capaz de transformar um potente liame em repetições estéreis, enfadonhas. Mas é só isto?!
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