O Verão do Skylab

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Sinopse

Para a família de Albertine, o verão de 1979 foi inesquecível, quando toda a família se reuniu para celebrar o aniversario de 67 anos de sua avó. A menina tinha 10 anos de idade, e, agora relembra o passado.


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Crítica Cineweb

28/08/2013

Quarto filme dirigido pela também atriz Julie Delpy, O Verão do Skylab é uma boa amostra de uma obra coral, polifônica, que tira partido de um ótimo e afinado elenco para dar conta de uma discussão profunda, tanto sobre a família, os papeis sociais de homens e mulheres e as diferenças políticas. E que, pela capacidade de dar vida a tudo isso, estende-se além do período retratado – ou seja, o verão de 1979, em Saint-Malo, na Bretanha francesa.
A maior parte da história trata de um longo flashback da protagonista, Albertine (Karin Viard), desencadeado a partir de uma situação prosaica, num trem em que ela viaja com sua família, num verão mais contemporâneo. Em sua saborosa lembrança do passado, Albertine tem 10 anos (interpretada pela ótima novata Lou Alvarez).
 
Filha única de um casal de artistas alternativos e esquerdistas, Anna (Julie Delpy) e Jacquot (Éric Elmosnino), Albertine viaja com eles para comemorar o 67º aniversário da avó paterna, Mamie (Bernadette Lafont). Gordinha, cara de menina, Albertine está no limiar da adolescência. Ao mesmo tempo que encontra prazer em brincar com os primos menores, também descobre o sentido da primeira paixão, por Mathieu (Anthony Kimmerle).
 
Um dos acertos na direção relaxada – mas não descuidada – de Julie Delpy é criar uma dinâmica coletiva com o elenco, independente de sua faixa etária, dando vida a um ambiente familiar muito comum e natural em suas diferenças e conflitos, a partir de personagens como um tio-avô meio gagá (Albert Delpy, pai da diretora); um adolescente em crise com o autoritarismo paterno, Christian (Vincent Lacoste); ou um casal de tios simplórios, como Monique (Noémie Lvovsky) e seu marido espanhol, vendedor de aspiradores, Gustavo (Candide Sanchez).
 
Enquanto as crianças brincam e descobrem a natureza e também a sexualidade, os adultos comem e brigam por conta de política. É objeto de um confronto particularmente feroz à mesa a possibilidade de que a esquerda volte ao poder na França, o que enfurece particularmente Roger (Dénis Menochet), um ex-soldado que lutou na Argélia e não se ajusta à vida civil.
 
Situações como uma visita à praia – que inclui uma parada numa praia de nudistas – e um bailinho para os mais jovenzinhos são momentos saborosos, que permitem situações de humor. Com riqueza de detalhes, Julie Delpy traça um retrato de uma família que encontra diversos correspondentes no olhar de quem assiste – embora a língua falada possa ser diferente, tantos parâmetros e personagens são mesmo muito parecidos em toda parte. 

Neusa Barbosa


Trailer


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