A aventura de Kon Tiki

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Sinopse

Etnógrafo e aventureiro norueguês, Thor Heyerdahl viaja ainda jovem para a Polinésia. Lá, descobre indícios de que podem ter sido índios peruanos os primeiros a aportar naquelas terras. Em 1947, decide levantar recursos para cruzar o oceano, do Peru à Polinésia, no mesmo tipo de embarcação rústica de 1.500 anos antes, para provar sua teoria.


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Crítica Cineweb

06/08/2013

Apesar de sua escassa produção cinematográfica, a Noruega tem uma coisa que o Brasil há muito cobiça: um Oscar. Foi em 1951 que o país nórdico conquistou o seu, até agora, solitário troféu, pelo documentário Kon Tiki, vencido pelo etnógrafo e dublê de cineasta Thor Heyerdahl (1914-2002).
 
É justamente a saga real deste aventureiro cientista que se tornou objeto da ficção A Aventura de Kon Tiki, de Joachim Ronning e Espen Sandberg, que ficou com uma das cinco vagas ao Oscar de filme estrangeiro em 2013.
Atraído por locações mais quentes do que sua terra natal, Thor (Pal Sverre Hagen) vive, com a mulher Liv (Agnes Kittelsen), na Polinésia, em 1937. Ali reúne elementos para um livro, que ele procura sem sucesso publicar, indo inclusive para Nova York nos anos 1940 à procura de editores.
 
O motivo da pouca recepção ao livro é a tese polêmica do norueguês, que acredita que foram sul-americanos os primeiros a aportar na Polinésia, bem antes de seus colonizadores europeus. Para prová-lo, ele pretende fazer uma viagem do Peru às ilhas do Pacífico, usando o mesmo tipo de barco rústico que teria sido utilizado cerca de 1.500 anos antes pelos intrépidos pioneiros indígenas peruanos.
 
Superando os obstáculos, em 1947 Thor consegue financiamento e reúne uma tripulação, formada por Herman (Anders Baasmo Christiansen), Knut (Tobias Santelman), Erik (Odd Magnus Williamson), Torstein (Jakob Oftebro) e o sueco Bengt (Gustaf Skarsgard), que funcionará também como segundo cinegrafista da aventura.
A ousadia da empreitada é evidente, já que Thor recusa a levar a bordo qualquer material moderno – exceto dois rádios amadores, para comunicação – e apenas um de seus tripulantes tem experiência marítima anterior.O próprio líder da expedição sequer sabe nadar.
 
O centro da energia do filme está em seu competente trabalho de câmera – a cargo do diretor de fotografia Geir Hartly Andreassen -, levando os espectadores a compartilhar dos perigos da jornada, que incluem tempestades e, especialmente, tubarões.
 
Boa parte dos conflitos observados entre os seis homens, que compartilham tensões ao longo de 101 dias em alto-mar, no entanto, foram inventados pelo roteiro de Petter Skavlan e Allan Scott. Ao que se sabe, a bordo do barco Kon Tiki reinou uma tediosa – do ponto de vista cinematográfico – harmonia entre os passageiros nórdicos.
Algumas liberdades tomadas no roteiro, como transformar o personagem Herman num vendedor de geladeiras – quando, na realidade, o verdadeiro era um cientista que serviu à Guarda Real Norueguesa – causaram protestos dos seus parentes. Nada que atrapalhasse, no entanto, o estrondoso sucesso de bilheteria da produção no país de origem.
 
Em tempo – os diretores Ronning e Sandberg estão à frente do quinto capítulo da franquia Piratas do Caribe, prevista para estrear no ano que vem. Com certeza, de filmar em barco eles entendem.

Neusa Barbosa


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