Os sabores do palácio

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País


Sinopse

Hortense Laborie é uma renomada chef que mora em Périgord. Para sua surpresa, o presidente da FRança a nomeia como sua cozinheira pessoal, responsável por criar todas as suas refeições no Palácio do Élysée. Apesar da inveja dos chefs da cozinha central, Hortense se impõe, graças a seu espírito indomável. A autenticidade de seus pratos logo seduz o presidente, mas os corredores do poder estão cheios de armadilhas.


Nota Cineweb

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Crítica Cineweb

20/08/2013

Com Os Sabores do Palácio, o diretor francês Christian Vincent realiza um espetáculo altamente sensorial, que convoca todos os prazeres da alta gastronomia, a partir da história verídica da chef de cozinha do presidente François Mitterrand, Danièle Mazet-Delpeuch.
 
O livro de Danièle, Mes Carnets de Cuisine, du Périgord au Elysée, que relata, entre outras coisas, sua experiência de quase três anos no Palácio dos Elysées, foi um ponto de partida para o roteiro, assinado por Vincent e Etienne Comar. Os roteiristas, no entanto, tomaram a liberdade de ficcionalizar a experiência dela, começando por rebatizar a protagonista do filme como Hortense Laborie (Catherine Frot).
 
Hortense é uma cozinheira renomada, que vive na região do Périgord – sudoeste da França – quando é convocada ao palácio. Ela reluta em aceitar o convite, mas finalmente encara o desafio. Ela é, desde o começo, uma estranha num ninho de víboras competitivas – a começar pelo cozinheiro-chefe, Pascal Lepiq (Brice Fournier). Logo, vê-se também enredada numa série de protocolos intimidantes mas incontornáveis, em se tratando do centro do poder do país. Nada disso tem a ver com o presidente (Jean d’Ormesson), que pretende, ao trazer Hortense, restaurar uma certa autenticidade nos sabores de sua cozinha, uma espécie de sofisticação sem frescuras.
 
Hortense e o presidente entendem-se maravilhosamente. Ele adora as delícias que saem diariamente de suas mãos, cuja criatividade e beleza, inclusive visual, são um luxo para todos os sentidos, inclusive os olhos. Quem assiste ao filme fica com água na boca. E as conversas particulares entre os dois são momentos particularmente afetuosos no filme, que criam uma cumplicidade, também, com o espectador.
 
Em torno deles, no entanto, tudo o mais é complicado. Pascal boicota abertamente Hortense, apelidando-a maldosamente de “Du Barry” – o nome da condessa que foi amante e favorita do rei Luís XV. Fora isso, ele se nega a ajudá-la por qualquer modo. Ela tem que aprender rapidamente por si mesma como virar-se dentro da monstruosa burocracia, para obter os ingredientes de que precisa e até um auxiliar-confeiteiro.
 
O grande trunfo da história é ter no papel principal uma atriz carismática como Catherine Frot, que fica em cena o tempo todo e encarna, com grande personalidade, as muitas faces de uma mulher decidida, também capaz de perder a calma e reagir, quando necessário, para colocar seus rivais nos devidos lugares. Nos corredores do palácio, não são menores as dificuldades criadas para ela por assessores controladores, pretendendo cortar custos a qualquer preço e, finalmente, os fiscais da dieta do presidente, que resolvem – naturalmente contra a vontade dele - intervir na quantidade de gordura e açúcar que ele consome.
 
Sem grandes pretensões, Os Sabores do Palácio torna-se aquele tipo de filme agradável, que termina dizendo mais do que parece à primeira vista. Isso deve muito à versatilidade de sua protagonista, que valoriza cada brecha que o roteiro lhe dá, driblando alguns clichês.

Neusa Barbosa


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