O Concurso

O Concurso

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Locais de filmagem


Sinopse

Os quatro finalistas de um concurso para juiz federal terão um final de semana de aventuras no Rio de Janeiro, antes da prova na manhã de segunda-feira. As aventuras envolverão um grupo de travestis, duas gangues inimigas lideradas por anões e uma atiradora de facas ninfomaníaca.


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Crítica Cineweb

15/07/2013

A comédia brasileira O Concurso tenta ser, ao menos no começo, uma versão nacional de Se beber, não case. Logo o esforço se mostra em vão, mergulhando-se em situações de humor que parecem recicladas de programas de TV como Zorra Total ou A praça é nossa. O filme é dirigido por Pedro Vasconcelos – ex-ator (da novela Vamp, por exemplo), que estreia no cinema, depois de uma carreira na direção de novelas, como Paraíso e Morde & Assopra.
 
Até a estrutura segue o modelo da comédia americana, acompanhando um bando de sujeitos que se envolvem em confusões ao longo de uma noite, e, quando acordam no dia seguinte, perdem um evento importante. Neste caso, é uma prova oral para juiz federal, que fariam no Rio de Janeiro.
 
O quarteto principal é formado pelo paulista Bernardo (Rodrigo Pandolfo, presença quase onipresente nos últimos meses no cinema nacional, atuando em Minha mãe é uma peça e Faroeste Caboclo), o cearense Freitas (Anderson Di Rizzi, que está na novela Amor à Vida), o gaúcho Rogério Carlos (Fábio Porchat) e o carioca Caio (Danton Mello).
 
Cada um deles apresenta uma característica estereotipada e um sotaque que oscila ao longo do filme. Bernardo é do interior de São Paulo, tímido e virgem. Freitas é apegado à fé e para tudo faz uma promessa. Freitas é o gaúcho típico, reprimido pela figura paterna (Jackson Antunes), para quem, se o rapaz não passar na prova, será um gaúcho que deu errado, ou seja, segundo ele, um catarinense. Já Caio é o malandro carioca, com vários contatos, inclusive com o submundo, em que consegue o gabarito da prova.
 
Quando os outros três descobrem que Caio terá acesso à prova, este os convence a entrar no golpe, explicando que saberão apenas as questões. Cada um estudará por si as respostas, para ser aprovado no teste.
 
O que segue são as confusões do quarteto envolvendo uma disputa entre duas gangues lideradas por anões, Sabrina Sato como uma atiradora de facas ninfomaníaca, disposta a tirar a virgindade de Bernardo, closes do traseiro nu de um dos atores e um desembargador que é a cara do presidente do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa.
 
Se o diretor Vasconcelos aqui mostra não ter o menor timing para comedi, a culpa não é só dele. Verdade que o roteiro não ajuda muito. Ainda assim, era de esperar-se, ao menos, um trato mais convincente das atuações, dado o seu passado como ator. Mas aqui todos estão exagerados, até para uma comédia, e mais preocupados em manter um sotaque – o que nem sempre acontece. Um dos poucos momentos realmente engraçados de O Concurso, inclui Fábio Porchat vestido de drag queen e a voz de Gloria Gaynor – dado o talento dele para comédia, é de se desconfiar que muito dessa cena seja ideia dele mesmo.

Alysson Oliveira


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