O homem que ri

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Sinopse

Gwynplaine é órfão e tem uma deformidade no rosto: os cantos de sua boca foram cortados, assim, ele parece "sorrir"o tempo todo. Adotado por um saltimbanco, ele viaja se apresentando por cidades. Mais tarde, descobre-se que ele é um nobre e deverá voltar a viver como aristocrata.


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Crítica Cineweb

26/06/2013

Apesar de também baseado numa obra de Victor Hugo, O homem que ri é bem mais sóbrio que Os miseráveis - e também não inclui nenhuma cantoria, o que é um alívio. Baseado num livro de 1869, o filme tem como protagonista Gwynplaine (Marc-André Grondin), figura trágica de rosto desfigurado, porque seu pai, um lorde, traiu o Rei James II, no século XVII. Por conta da vingança, o pai foi morto, o menino, ferido e vendido. Mais tarde, o órfão encontra uma garota cega, Déa (Christa Théret), e junto com ela, será acolhido por Ursus (Gerárd Depardieu), um saltimbanco que se apresenta pelas cidades.
 
O garoto se transforma numa atração, mas isso, para ele, é diversão, não é visto com uma exploração ou um problema. E Ursus, afinal, não é um personagem mau. No espetáculo, Gwynplaine é a materialização do grotesco, deixando a plateia das apresentações intrigada. Porém, quando se descobre a verdadeira origem do rapaz, há uma reviravolta. A aristocracia precisa aceitar esse jovem desfigurado e sua nova condição, depois de passar os últimos anos quase como um mendigo.
 
A hipocrisia aristocrática fica em evidência nesse drama dirigido por Jean-Pierre Améris (Românticos Anônimos). Os nobres tratam Gwynplaine bem mas, quando ele vira as costas, riem de seu rosto e suas maneiras. A direção de arte e fotografia esforçadas são, no entanto, um indício de que o filme aponta mais para um academicismo engessado, por se assumir como um filme de época, do que qualquer possibilidade de estender uma ponte maior com o mundo contemporâneo.

Alysson Oliveira


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