Um Golpe Perfeito

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Sinopse

O curador de arte Harry Deane anda cheio dos abusos do patrão milionário. Assim, bola um plano para que ele compre um quadro falso, gastando milhões, que irão parar no final no bolso de Harry. Para isso, o empregado conta com um falsário e uma loiraça do Texas, que vai passar-se pela dona do quadro.


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Crítica Cineweb

13/06/2013

Trazendo a assinatura dos irmãos Joel e Ethan Coen no roteiro, Um Golpe Perfeito, de Michael Hoffman, refilma o suspense cômico Como Possuir Lissu (1966), procurando, em vão, reeditar a sutileza do original.
 
A busca do crime perfeito, uma temática que frequenta a obra dos Coen em chaves mais ou menos dramáticas, de Fargo (96) a Matadores de Velhinha (2004) e Onde os Fracos não têm Vez (2007), é o centro da trama. Os protagonistas são um curador de arte, Harry Deane (Colin Firth), um falsificador de quadros, o major Wingate (Tom Courtenay), e um milionário, Lionel Shahbandar (Alan Rickman).
 
Harry, que trabalha para Shahbandar, não suporta mais o patrão grosseiro e abusivo. Decide, então, passar-lhe a perna, fazendo-o comprar por muitos milhões um quadro falso, como se fosse uma raríssima paisagem de Claude Monet que ele procura há anos. Para o plano dar certo, Harry recorre a uma norte-americana, a rainha dos rodeios no Texas PJ Puznowski (Cameron Diaz), que vai passar-se pela dona do falso quadro, vendendo-o por uma fortuna ao colecionador. Depois disso, o dinheiro, bem entendido, será dividido entre os larápios.
 
Como todos os planos, ele só é perfeito no papel. Desde sua chegada, PJ dá prejuízos a Harry, que tem de encarregar-se de sua hospedagem no mais caro hotel de Londres, o Savoy, para impressionar Shahbandar. Para piorar, a moça se entusiasma por todo o luxo e riqueza e também não é indiferente às cantadas do milionário.
Outro adversário de Harry é um especialista alemão em arte, Martin Zaidenweber (Stanley Tucci), que foi chamado por Shahbandar para examinar o quadro  – o que pode pôr em risco toda a tramoia.
 
Diretor de filmes como o drama A Última Estação e o romântico Um Dia Especial, o diretor Michael Hoffman mostra-se um comandante pouco apropriado a este tipo de comédia sutil, não conseguindo extrair o devido ritmo das gags, nem suficiente energia de seu bom elenco.
 
Não há muita química, igualmente, entre Firth e Cameron, que deveriam acender uma fagulha erótica mais forte. Esta foi apenas uma das muitas situações que não renderam na tela. Teria sido melhor que os próprios Coen dirigissem o material, provavelmente o resultado seria superior.

Neusa Barbosa


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