Camille Outra Vez

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Sinopse

Camille é uma mulher infeliz: atriz sem bons papéis, seu marido a trocou por uma moça mais jovem, o que a leva a tentar afogar as mágoas no álcool. Durante uma festa de réveillon, ela desmaia. Quando acorda, misteriosamente está de volta à adolescência, tendo a chance de transformar sua vida.


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Crítica Cineweb

27/05/2013

A comédia francesa Camille outra vez é exatamente o que seriam as americanas Peggy Sue seu passado a espera ou De repente 30 se tivessem sido feitas em terras francesas – ou seja, parte-se de um princípio comum, mas o filme traça outros caminhos. O que não quer dizer que seja melhor que o longa protagonizado por Jennifer Garner – apenas é diferente, mas nem tanto assim. Aqui, a protagonista é Noémie Lvovsky (L'Apollonide - Os Amores da Casa de Tolerância), que também assina roteiro e direção.
 
À beira de um divórcio, pois seu marido, Éric (Samir Guesmi), está deixando-a por uma mulher mais nova, Camille, uma atriz beberrona e inexpressiva, afoga as mágoas num copo que nunca fica vazio numa festa de réveillon na casa de uma amiga, Josepha (Judith Chemla). Até que na virada do ano, desmaia e, milagrosamente, acorda no hospital como se tivesse 16 anos. Seus pais (Yolande Moreau e Michel Vuillermoz) vão buscá-la e dão uma bronca na adolescente.
 
A graça disso está mesmo no estranhamento da própria atriz, de quase 50 anos, fazer a personagem com 16 – assim como suas amigas de escola também interpretadas por atrizes bem mais velhas do que adolescentes. Não custa muito para Camille compreender a situação e tirar proveito disso. Quando voltam as aulas, e ela reencontra Éric, que conhece apenas de vista. Ela o evita, para surpresa do rapaz que, aos poucos se apaixona por ela. Fora isso, a protagonista também tenta impedir alguns acontecimentos, como a morte da mãe, e, para manter a memória dos pais, grava em seu gravador conversas banais entre a família.
 
A graça do filme vem exatamente de Noémie encarar as situações mais estranhas de forma quase banal e procurar tirar proveito de outras que possam transformar sua vida no futuro. Os anos 1980 ressurgem em toda sua cafonice com força – sejam nos figurinos ou na trilha sonora.
 
O veterano ator Jean-Pierre Léaud e Mathieu Amalric fazem pequenas participações. O primeiro é um relojeiro com uma espécie de poder mágico: ao consertar o relógio de Camille, ele lhe dá o poder de voltar no tempo, enquanto o outro é um professor histérico – numa das cenas mais divertidas do filme.

Alysson Oliveira


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Comentários:
  • 26/02/2015 - 14h17 - Por BESSAMOR De boas intenções o inferno está cheio, e NOÉMIE LVOVSKY, ao tentar coisa, somente permissivel a gênios, como CHAPLIN e WOODY ALLEN, que além de escreverem o roteiro, atuam e convencem, dirigem com muita eficácia, ficou no rodapé da história, embora, seu filme tenha alguma novidade, não chega a empolgar. É arrastado ao extremo.
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