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País


Sinopse

Diego é um médico de sucesso e bem casado. Porém, seu casamento entra em crise quando um casal de amigos confessa que participa de trocas de casais.


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Crítica Cineweb

13/05/2013

 Se há alguma novidade na comédia argentina 2+2 é mostrar aos admiradores fanáticos do cinema dos hermanos que lá também se faz comédia “Globo Filmes”. Esta obteve a maior bilheteria naquele país do ano passado, mas, se comparada às nossas comédias – apesar do tema atrevidinho, troca de casais – é bem pudica e sem graça.
 
O longa, dirigido por Diego Kaplan, é previsível, sem inspiração ou sagacidade. Apenas se propõe a ser moderninho, mas joga a toalha antes da metade. O filme fala de sexo, mas da maneira mais asséptica possível – tudo muito arrumadinho e pudico para não correr o risco de perturbar o público. Para piorar, sua resolução é machista e moralista. A Argentina que conhecemos do noticiário, numa crise econômica que parece não ter fim, passa longe do que se vê em 2+2. Talvez seja esse tipo de escapismo, com gente rica e bonita à vista, que tenha agradado tanto ao público.
 
Diego (Adrián Suar) e seu sócio Ricardo (Juan Minujín) têm uma clínica médica. São especializados em cardiologia. Diego, casado com Emilia (Julieta Díaz), tem uma família de comercial de margarina: todos felizes, bem resolvidos e ricos. Seu sócio mantém um relacionamento de uma década com Betina (Carla Peterson). Esta, logo no começo do filme, conta a Emilia que ela e o namorado participam de festas com troca de casais.
 
Emilia logo se interessa pela possibilidade de ficar com outros homens com o consentimento de seu marido que, por sua vez, irá se relacionar com outras mulheres. Diego, no entanto, é resistente à novidade. Ricardo explica que há regras: tudo deve acontecer sempre sob o mesmo teto e o marido e a mulher precisam participar. Apesar das objeções, é óbvio que Diego vai ceder e o casal descobrirá as emoções da troca de parceiros.
 
Depois disso, o longa, escrito por Daniel Cúparo e Juan Vera, percorre caminhos previsíveis. Emilia e Diego gostam tanto, mas tanto, da troca de casais que não perdem a chance de praticá-la com Ricardo e Betina. Tudo, é claro, mostrado da maneira mais familiar possível – para não chocar o público.
 
De certa forma, 2+2 parece uma cópia mal feita do francês Para poucos que, por sua vez, já não era grande coisa. Mas, o cinema francês, deve-se admitir, é bem mais corajoso e costuma ir mais longe na discussão dos relacionamentos humanos. Aqui, não há nada disso, apenas um falatório bem sem graça, e, no que diz respeito à famosa latinidad argentina... bem, essa jamais aparece no filme.

Alysson Oliveira


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