Giovanni Improtta

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Sinopse

Bicheiro de figurino exagerado e vocabulário confuso, Giovanni Improtta está decidido a entrar para um clube de ricos bacanas. Também quer fazer parte do círculo de chefes da jogatina ilegal do Rio. Mas vários contratempos comprometem seus sonhos.


Nota Cineweb

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Crítica Cineweb

10/05/2013

Ator consagrado no cinema e na televisão, José Wilker estreia como diretor com Giovanni Improtta, em que ele revive o bicheiro que foi personagem da novela Senhora do Destino (2004), que por sua vez saiu de livros do autor Aguinaldo Silva (O homem que comprou o Rio e Prendam Giovanni Improtta).
 
O filme abriu o Cine PE, festival de cinema brasileiro em Recife, em abril último. Lá, diante de críticas às poucas risadas que provocou, curiosamente, Wilker disse que a obra “nunca foi pensada para ser engraçada”. Uma afirmação que causa surpresa, já que não há como negar que o personagem do bicheiro cafona, de vocabulário e figurino exagerados, flerta todo o tempo com a chanchada.
 
É isso mesmo o que acontece na trama, que coloca Giovanni em sua mansão decorada com o mais extravagante mau-gosto, ao lado da amante Marilene (André Beltrão), com quem vive há oito anos, desde a morte da mulher, sem dar sinais de que vai casar-se com ela, como ela gostaria.
 
Neste momento, o contraventor está preocupado com sua ascensão social, especificamente com ser aceito como sócio de um clube elegante. Para isso, ele precisa superar o veto de seus membros mais influentes, como um juiz (Norival Rizzo). Para isso, Giovanni aproxima-se da jovem e impetuosa filha dele (Julia Gorman), com quem mantém uma historinha romântica.
 
Nem por isso, Giovanni se afasta de suas origens. Também está empenhado em ser aceito no círculo mais antigo da jogatina ilegal, formado por Agenor (Othon Bastos), Cantagallo (Hugo Carvana) e Ozires (Milton Gonçalves). Escolados, os velhos senhores desconfiam do estilo folclórico e da fala empolada e confusa de Giovanni.
Tudo se complica e fica menos engraçado quando Giovanni é acusado de um assassinato e vai parar na cadeia – verdade que numa cela com todo o luxo, garantida por generoso suborno aos policiais. Ao mesmo tempo, Marilene cansou das traições dele e pode até dar o fora.
 
Se, num cenário assim, o diretor Wilker não queria fazer comédia, fica difícil saber o que pretendia. Poderia, por exemplo, pensar numa sátira com um comentário social, sem ser sisuda, mas também aí não se deu bem.
Resta mesmo a impressão de que o diretor de primeira viagem quis atirar para todos os lados e errou todos os alvos, inclusive com sua atuação, um dos pontos mais problemáticos da produção.
 
Na pele do personagem, Wilker permanece num entediante piloto automático, sem nuances, sem nada que o arranque de um marasmo que dá mais na vista ao contracenar com o excepcional trio de veteranos formado por Carvana, Gonçalves e Bastos e ainda mais com a excepcional comediante Andréa Beltrão – desperdiçada além da conta num roteiro atrofiado e uma direção fora de tom.

Neusa Barbosa


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Comentários:
  • 21/05/2013 - 08h30 - Por Otávio José Wilker como crítico de cinema é um bom diretor... José Wilker como diretor é um bom crítico.

    Acho melhor ele voltar às novelas... rs.
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