Margaret Mee e a Flor da Lua

Ficha técnica

  • Nome: Margaret Mee e a Flor da Lua
  • Nome Original: Margaret Mee e a Flor da Lua
  • Cor filmagem: Colorida
  • Origem: Brasil
  • Ano de produção: 2012
  • Gênero: Documentário
  • Duração: 78 min
  • Classificação: Livre
  • Direção: Malu De Martino
  • Elenco:

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Locais de filmagem


Sinopse

Artista plástica e ativista de esquerda na Inglaterra, Margaret Mee veio para o Brasil em 1952, para tratar de uma irmã doente. Apaixonando-se pelo país, decidiu radicar-se aqui. Ao mesmo tempo, deu vazão ao seu desejo de conhecer a Amazônia, realizando para lá diversas expedições para conhecer e pintar as raras flores da região, além de militar pela preservação da natureza brasileira.


Nota Cineweb

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Crítica Cineweb

23/04/2013

Em pleno século XX, a artista plástica inglesa Margaret Mee (1909-1989) renovou o conceito dos antigos exploradores de novas terras, tornando-se uma das mais ativas estudiosas e divulgadoras da beleza das raras flores da Amazônia.
 
Às vésperas dos 50 anos, a intrépida Margaret lançou-se à aventura de realizar a primeira de suas 15 expedições à Amazônia, a primeira delas em 1956. Com equipe reduzida e utilizando uma frágil canoa, a dama inglesa embrenhava-se em matas, percorria igarapés, não se assustando com cobras, insetos, morcegos ou garimpeiros ameaçadores, tudo isso para conhecer e desenhar suas orquídeas e bromélias, que se tornaram conhecidas em todo o mundo. Detalhe: ela esboçava seus desenhos a lápis, completando-os com guache, compondo belíssimas aquarelas ao ar livre, no balanço do barco, processo que não retirava nenhum detalhe à sua perfeição.
 
O documentário Margaret Mee e a Flor da Lua, de Malu Martino, recupera, em boa hora – 25 anos depois da morte da personagem – não só vestígios da iluminada passagem pelo Brasil da intrépida artista, como situa sua última e sensacional aventura.
 
O filme conta com algumas preciosas imagens da própria Margaret e de amigos como o arquiteto e paisagista Roberto Burle Marx, além de depoimentos de inúmeros parceiros e colaboradores – como os brasileiros Gilberto Castro e Carmem e Osvaldo Fidalgo e os ingleses Tony Morrison e Sue Loram. Juntando fragmentos dessas imagens e os relatos dos amigos, tem-se o perfil de uma mulher determinada, com um passado de ativismo na Inglaterra e cuja aparência frágil não impedia que soubesse manejar um revólver – o que lhe foi útil em algumas ocasiões na selva – e não tivesse medo de enfrentar quem quer que fosse.
 
Em plena ditadura militar, esta incansável apóstola contra a devastação da natureza brasileira enviou um de seus livros com imagens de flores para o então presidente Ernesto Geisel. Na mensagem, uma estocada: “Espero que goste, porque todas estas plantas estão desaparecendo”.
 
De 1956 a 1988 – ano de sua morte – Margaret realizou 15 expedições, sempre em busca de mais e mais raros espécimes da flora amazônica, vários dos quais ela foi a primeira a descrever. Houve pelo menos três novas espécies registradas por conta de sua atividade, algumas batizadas em sua homenagem – como a Neoregelia margareteae.
 
Sua última façanha, que dá nome ao filme, refere-se à sua luta, finalmente vencida, para retratar a rara flor de um cacto, a Selenicereus wittii, conhecida como “Flor da Lua” justamente por sua particularidade de abrir-se apenas uma noite por ano – o que custou à ilustradora várias tentativas frustradas de surpreender a flor aberta.
 
Por ironia do destino, a viajante que tantos riscos correra em suas expedições na mata brasileira, sobrevivente de surtos de malária e hepatite, acabou morrendo num estúpido acidente de carro, na Inglaterra, onde fora apresentar uma exposição de seus magníficos desenhos e negociar o futuro de sua obra, aos 79 anos.
 
A prova de sua incorporação ao Brasil, onde ela chegou em 1952, para cuidar de uma irmã doente em São Paulo, foi a homenagem que lhe fez a escola de samba Beija-Flor, em 1994. Imagens desse Carnaval fecham o documentário, que se vale de trechos dos diários da artista para a narração da atriz Patricia Pillar.

Neusa Barbosa


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