Ginger & Rosa

Ficha técnica


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Sinopse

Ginger e Rosa são duas amigas que nascem no mesmo dia, no mesmo hospital, enquanto Hiroshima é bombardeada. Anos mais tarde, na década de 1960, suas vidas tomam caminhos distintos. Ginger se torna ativista e Rosa acaba se envolvendo com o pai da amiga.


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Crítica Cineweb

17/04/2013

Eram meados dos anos de 1940, enquanto a bomba caía destruindo Hiroshima e Nagasaki, as mães de Ginger e Rosa estavam lado a lado na sala de parto, dando à luz as meninas. As duas crescem juntas, vão ao mesmo parquinho, à mesma escola e, na época em que o filme é situado, 1962, são adolescentes. O tempo urge revoluções, sejam comportamentais ou sociais.
 
Ginger (Elle Fanning) e Rosa (Alice Englert) dividem experiências, fumam juntas o primeiro cigarro, alisam o cabelo a ferro uma da outra, entre outras coisas. O pai de Rosa abandona a família enquanto o da amiga, embora separado da mãe, ele ainda mantém contato com a filha. Ele é Roland (Alessandro Nivola), um ativista de esquerda que começa a influenciar as garotas – cada uma de uma maneira.
 
Ginger participa de reuniões e protestos contra a bomba atômica. “Você nasceu uma radical”, diz Roland para deleite da filha. Rosa, por sua vez, encontra no mesmo Roland outro tipo de rebeldia. Ginger & Rosa é uma história de amadurecimento de duas garotas em tempos de incertezas e medos. Existem aí, ao mesmo tempo, dois Complexos de Electra mal resolvidos, em que Roland é a figura de desejo – e em um deles, este pode se concretizar.
 
Escrito e dirigido por Sally Potter (Orlando), o filme evoca uma época em que a diretora – nascida em 1949 – tinha mais ou menos a mesma idade de suas personagens. Ao mesmo tempo, não é uma história nostálgica, é um filme que assume o nosso passado como o seu presente, e, em tempos de ameaça de bomba nuclear, estabelece diálogo entre dois tempos.
 
Se muito da credibilidade reside nas duas personagens, sua força igualmente vem das interpretações das duas garotas. Ginger é a mais madura das duas, mais crítica e consciente das necessidades de transformações que o momento pede. Mas, lembremos, é apenas uma garota de 17 anos, nos tumultuados anos de 1960, e há uma boa dose de romantismo em suas aspirações. Quem coloca seus pés no chão é uma escritora norte-americana chamada Bella (Annette Bening).
 
Ginger & Rosa passa por um turbilhão de emoções e sentimentos. A trama cresce aos pouquinhos até atingir o ápice numa cena de histeria, triste e honesta. Depois da tempestade vem a calmaria. Num poema, Ginger medita sobre o futuro e a maturidade que por ela aguarda.

Alysson Oliveira


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