O carteiro

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País


Sinopse

Victor e Jonas são dois jovens carteiros numa cidadezinha do interior gaúcho. Para espantar o tédio, abrem as cartas antes de entregar e bisbilhotam a vida de todo mundo. De vez em quando, resolvem interferir em alguns romances também.


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Crítica Cineweb

10/04/2013

O veterano ator e diretor Reginaldo Faria voltou à direção, depois de um intervalo de 27 anos, para realizar O Carteiro, uma comédia romântica e nostálgica que competiu no Festival de Gramado em 2011.
 
É assumida a admiração do premiado intérprete de filmes como O Assalto ao Trem Pagador (1962) e Lúcio Flávio, O Passageiro da Agonia (1981) pelo cinema italiano. Foi esta sua inspiração para escrever o roteiro, que acompanha as aventuras de dois jovens carteiros, Victor (Candé Faria) e Jonas (Felipe de Paula), na bucólica cidadezinha de Vale Vêneto, no interior gaúcho.
 
Num ambiente sem telefones celulares nem internet à vista, a troca de cartas ainda é o meio de comunicação mais comum. Uma situação que garante bastante trabalho aos carteiros, que aproveitam para bisbilhotar a vida íntima de todo mundo na cidade, abrindo cuidadosamente as cartas no vapor do fogão.
 
Por conta disso é que eles sabem a quantas anda o romance entre o delegado local (Marcelo Faria) e sua amante (Ingra Liberato). E também descobrem que a mocinha mais bonita do lugar, a recém-chegada Marli (Ana Carolina Machado), tem um namorado.
 
Apaixonado pela bela Marli, o carteiro Victor decide interferir no romance, fazendo-se passar pelo namorado dela através de cartas em que utiliza sua admiração literária por Machado de Assis e Carlos Drummond de Andrade. Um imbróglio que só tem potencial para crescer e acabar numa grande confusão – mas em que algum romance poderá dar certo, como sempre.
 
Longe da direção de longas desde Aguenta Coração (84), Reginaldo Faria realiza um filme simpático, mas claramente anacrônico, que nem funciona como comédia, nem como romance, por mais boa vontade que se tenha.

Neusa Barbosa


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