O Senhor dos Anéis - A Sociedade do Anel

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Crítica Cineweb

13/01/2003

A primeira grande estréia de 2001 chegou cercada de grande expectativa e de uma inevitável comparação com Harry Potter e a Pedra Filosofal, outra saga de magia e aventura baseada numa série de bestsellers que será entregue em diversos capítulos cinematográficos nos próximos anos.

Provavelmente, no Brasil mais gente terá lido a série Harry Potter (com quatro livros publicados até agora) do que a caudalosa trilogia de J.R.R. Tolkien - que, no todo, ultrapassa 1.200 páginas e inventa freneticamente um sem-número de lugares, povos, criaturas fantásticas, idiomas próprios, com um requinte de minúcias capaz de congestionar a memória de um supercomputador. Tolkien (1892-1973) era ao mesmo tempo um erudito e um perfeccionista. Não admira que seus livros tenham criado uma verdadeira legião de adoradores, além de ter vendido mais de cem milhões de exemplares em todo o mundo.

Em termos puramente cinematográficos, O Senhor dos Anéis - A Sociedade do Anel tem um caráter mais épico do que Harry Potter e a Pedra Filosofal - e parece vocacionado a um público mais velho, ainda que inclua os adolescentes. É uma aventura que convoca a velha luta entre o bem e o mal em torno da posse de um anel mágico, capaz de conferir o controle sobre todos os poderes do mundo. Devido a uma série de peripécias, o anel encontra-se nas mãos de uma pequeníssima criatura, um hobbit, chamado Frodo Bolseiro (Elijah Wood). Este inusitado portador deverá empreender uma perigosa viagem rumo ao reino das sombras, onde fica o único local próprio para destruir o anel para sempre - o que já deveria ter acontecido há milhares de anos atrás, não fosse pela ambição de um homem, o rei Isildur, que pagou caro pela ousadia de tentar possuir o impossuível.

Agora, uma comitiva de nove bravos, dois homens, quatro hobbits, um elfo (Orlando Bloom), um anão (John Rhys-Davies) e um mago (Ian McKellen), vão acompanhar Frodo na perigosa jornada. Montanhas escarpadas, despenhadeiros, túneis, temíveis criaturas chamadas orcs, cavaleiros mortos-vivos e feiticeiros a serviço do mal estão no caminho. Quem achar alguma semelhança nisso tudo com Star Wars, por exemplo, só precisa lembrar-se de quem veio primeiro para saber quem deve a quem. O Senhor dos Anéis foi publicado há 47 anos. Mas reciclar boas idéias não é crime. O próprio Tolkien, professor de literatura, era um estudioso de mitos e lendas que vieram muito antes de sua época, como sagas tradicionais alemãs e escandinavas.

Importante lembrar, também, que mesmo quem não leu o livro não terá nenhum problema para acompanhar os meandros da história. O diretor Peter Jackson, também co-roteirista, conseguiu criar uma narrativa fluente, eletrizante, mas onde não se perde o fio, conhecendo ou não o texto de Tolkien. Quanto a Tolkien, o pai da idéia, pode-se até fazer reparos a um certo belicismo, etnocentrismo e uma visão um tanto datada de civilização e barbárie - mas nunca se pode pôr em dúvida o seu talento para criar mundos fascinantes para a imaginação viajar. E isso, com certeza, subsistiu no tempo e encontrou uma consistente contrapartida no filme.

Neusa Barbosa


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