O Mistério da Libélula

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Crítica Cineweb

28/02/2003

Não é necessário acreditar que exista vida após a morte, ou mesmo ser um descrente total, para concluir, após assistir ao filme O Mistério da Libélula, que a grande questão é a falta de vida inteligente entre os roteiristas de Hollywood. Ou pelo menos de três deles: Brandon Camp, Mike Thompson e David Seltzer, que assinam esse filme melodramático e sobrenatural.

Quem for ao cinema esperando encontrar um novo Ghost - do Outro Lado da Vida vai se decepcionar pela escassez de fantasmas e pela falta de humor, já que Whoopi Goldberg não foi escalada para dar o contraponto cômico.Em O Mistério da Libélula, Joe Darrow (Kevin Costner) é um médico de meia-idade, casado com uma oncologista, Emily (Susanna Thompson), que se dedica com afinco às crianças internadas sob seus cuidados. Ela quer usar a profissão para realmente ajudar os necessitados. Por isso, não hesita, mesmo grávida, em se embrenhar sozinha nas selvas da Venezuela para trabalhar como voluntária da Cruz Vermelha, entre camponeses e índios Ianômamis.

Logo no início do filme é recebida a notícia de sua morte, no interior de um ônibus que despencou por uma ribanceira e caiu num rio durante uma tempestade. Os corpos de todas as vítimas são localizados, menos o dela. As equipes de resgate suspendem o trabalho quando todas as esperanças de encontrá-la com vida desaparecem.

Joe retoma a vida no hospital, ainda fortemente afetado pela tragédia. Ele passa a trabalhar sem descanso e dá sinais de esgotamento. O administrador do hospital lhe sugere um período de descanso, mas ele rejeita. Somente o cansaço poderia explicar as estranhas sensações que começa a sentir, principalmente quando passa a ser testemunha de fatos de difícil compreensão. Visitando os pequenos pacientes deixados por sua mulher defronta-se com um garoto, morto por parada cardíaca, que volta à vida diante de seus olhos e lhe diz ter uma mensagem de Emily. Um segundo menino, também internado, diz que sonhou com a médica. Ambos descrevem as cenas e falam de um arco-íris como local de encontro transmitido pela mulher.

As duas crianças desenham uma espécie de cruz num papel, com o formato de uma libélula de asas abertas, e dizem terem visto o símbolo quando estavam entre a vida e a morte. A confusão mental de Joe aumenta ainda mais pois ele passa a ver libélulas voando no jardim e, numa noite, assusta-se com a rápida aparição de Emily. O médico desabafa com a vizinha advogada (Kathy Bates), que também perdeu a filha numa tragédia, e ela o aconselha a esquecer o passado e retomar a vida.

Joe começa a acreditar que sua mulher está querendo lhe passar uma mensagem, mas não entende as pistas e enigmas deixados por intermédio das crianças. Como disse o veterano crítico do jornal New York Times, A. O. Scott, ironizando as dificuldades de comunicação entre a falecida e o viúvo: "Se eu tivesse morrido e precisasse me comunicar com a pessoa amada, tentaria ser o mais claro e menos ambígüo possível."

Cineweb-30/5/2002

Luiz Vita


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Comentários:
  • 27/02/2011 - 17h51 - Por poliana gosteii
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