O Voo

Ficha técnica


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País


Sinopse

Whip Whitaker é um piloto experiente, mas não consegue livrar-se do vício do álcool e das drogas. Ele nunca teve problemas por conta disso, até o dia em que seu avião tem uma pane mecânica. Com uma manobra ousada, ele consegue evitar muitas mortes - mas depois se descobre que, naquele dia, ele tinha bebido.


Nota Cineweb

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Crítica Cineweb

07/02/2013

Indicado ao Oscar pela sexta vez como protagonista do drama O Voo, o veterano Denzel Washington é a maior e melhor razão para assistir ao novo trabalho do diretor Robert Zemeckis – voltando aos filmes live action depois de um hiato de 12 anos, em que se dedicou a animações como Os Fantasmas de Scrooge (2009).
 
Justiça seja feita – além da arrepiante interpretação de Washington, na pele de um piloto de avião competente mas dependente de álcool e drogas, Zemeckis cria uma das mais assustadoras sequências aéreas já vistas na tela, quando mostra o avião pilotado por Whip (Denzel Washington) sob forte turbulência, entrando em descida vertical vertiginosa e sendo dominado pelo piloto com manobras arriscadas, como voar durante algum tempo de cabeça para baixo, para o pânico de todos a bordo.
 
A ousadia do piloto, que permitiu a retomada do controle da aeronave, com problemas mecânicos, permitiu-lhe aterrisar num campo, com o mínimo de perdas humanas – apenas seis dos 102 passageiros morreram. No entanto, a investigação do acidente aponta para álcool e drogas na corrente sanguínea do piloto, transformando-o de herói em crápula e tornando-o passível de uma longa pena na prisão.
 
Em boa parte do script de John Gatins (indicado ao Oscar de roteiro original), a história se desenvolve de maneira mais criativa do que a média dos dramas do gênero. O retrato do protagonista, especialmente, evita condescendência. Whip é dependente químico, o que destruiu seu casamento e o relacionamento com o filho e agora corre o risco de perder a última coisa que realmente lhe interessa, a profissão.
 
Uma trama secundária, que coloca o piloto ao lado de uma sobrevivente de overdose de heroína, Nicole (Kelly Reilly), serve particularmente para firmar um perfil realista do protagonista – que resiste a ser salvo com metódico masoquismo, recorrendo para “abastecê-lo” a um amigo, seu fornecedor de substâncias proibidas, Harling (um impagável John Goodman).
 
É pena que, na sequência final, se desperdice toda a inteligência e ironia acumuladas até então, optando por um fecho pesadamente moralista – que não chega a pôr tudo a perder, mas abala o conjunto do filme.

Neusa Barbosa


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