Os Miseráveis

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País


Sinopse

Libertado depois de 19 anos de prisão e trabalhos forçados, Jean Valjean reconstroi sua vida sob nova identidade. Torna-se um homem rico, mas não escapa da perseguição do oficial Javert, obcecado por recapturá-lo. Ele foge, sempre levando sua protegida, Cosette, órfã de uma operária demitida de sua fábrica, que desconhece sua verdadeira história.


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Crítica Cineweb

28/01/2013

O musical britânico Os Miseráveis projeta sua história recheada de sofrimento, fuga, paixão, renúncia e redenção de maneira grandiosa. É um espetáculo para encher, e em alguns momentos quase oprimir, olhos e ouvidos, em 2 horas e 38 minutos de duração.
 
A produção venceu três Oscars: atriz coadjuvante (Anne Hathaway), maquiagem/penteado e mixagem de som.
 
A emoção é ligada em chave máxima pelo diretor britânico Tom Hooper (O Discurso do Rei), que conta como principal aliado com um elenco inegavelmente talentoso e corajoso. Mesmo não sendo cantores profissionais, todos os atores concordaram com cantar ao vivo, acompanhando as melodias executadas por pianistas no set através de fones de ouvido.
 
Esta escolha, que custou maior esforço a todos os envolvidos, certamente é uma das razões pelas quais o público se sente compelido a entrar nesta admirável ciranda de emoções intensas, não raro debulhado em lágrimas. O enredo, inspirado no romance do autor francês Victor Hugo, em 1862, parte diretamente de sua adaptação musical de 1985 e já traduzida em mais de 20 línguas e assistida por mais de 60 milhões de pessoas em palcos de todo o mundo.
 
A defesa de um humanismo cristão e da justiça social impregna cada sequência da atribulada jornada de Jean Valjean (Hugh Jackman), condenado a trabalhos forçados por ter roubado um pão para matar a fome de sua irmã. Depois de uma longa sentença de 19 anos, alguns acrescentados por tentativas de fuga, ele finalmente é libertado. Uma libertação que o obriga a apresentar-se constantemente à justiça e que, por conta de sua ficha criminal, na prática o impede de conseguir trabalho.
 
Perseguido sem tréguas por um obcecado inspetor, Javert (Russell Crowe), Valjean decide escapar deste círculo vicioso. Desaparece no mundo e ressurge, anos depois, com uma nova identidade, já como prefeito e industrial.
Seu destino se liga a Fantine (Anne Hathaway), operária demitida de sua fábrica por um supervisor, que caiu na miséria e na prostituição para sustentar uma filha, Cosette (quando menina, interpretada por Isabelle Allen). A garota acaba tornando-se responsabilidade de Valjean, que continua sua fuga, sempre perseguido por Javert.
Quando moça, Cosette (agora vivida por Amanda Seyfried), que desconhece a verdadeira história de seu protetor, apaixona-se por Marius (Eddie Redmayne), um dos estudantes envolvidos numa rebelião antimonarquista que caminha para um confronto trágico com os soldados do rei, em 1832.
 
Seguindo uma dinâmica do excesso, o diretor Tom Hooper aposta nos intensivos rodopios de câmera em torno dos bem-cuidados cenários, abusando dos primeiros planos no rosto dos atores, jogando o espectador dentro de cada cena, de cada situação, numa voltagem máxima que nunca descansa e procura visivelmente arrancar lágrimas.
 
Ao mesmo tempo que os grandes temas de Os Miseráveis estão presentes – a luta pela liberdade, a recusa à injustiça, a ética inegociável do protagonista -, nem sempre se consegue enxergá-los com toda a clareza, devido ao ofuscamento provocado por essa intensidade incansável. Em nenhum momento se permite alguma distância do espectador, seja à tragédia, seja ao romance – e nisto residem, ao mesmo tempo, a grande força e a grande falha desta obra.

Neusa Barbosa


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Comentários:
  • 05/02/2013 - 23h20 - Por Gabriel Concordo que o filme peque pelo excesso.Mas convenhamos,é muito melhor do que pecar pela falta.
  • 07/02/2013 - 19h12 - Por Paula Discordo em absoluto que o filme peque pelo excesso. Achei muito feliz a escolha do diretor pela emoção. É um filme que, de fato, envolve o espectador e desperta seus sentidos. Compreendemos as lutas, derrotas e glórias a partir do momento em que as sentimos. Musical esplendoroso. Mais sabor do que saber. São 158 minutos de puro deleite.
  • 13/02/2013 - 22h20 - Por Sandra Filme incrivelmente bem feito - impossível não se emocionar . É de uma intensidade tocante!!! Merece muitas premiações!!!
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