A arte de amar

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País


Sinopse

Cinco situações de encontro e desencontro amoroso, temperadas com humor e delicadeza.


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Crítica Cineweb

01/11/2012

A arte de amar, do diretor francês Emmanuel Mouret, é um daqueles filmes que fazem o espectador sair sorrindo do cinema, pensando em recomendá-lo à primeira pessoa que encontrar na rua. Tem um toque delicado para abordar as relações amorosas, característico dos contos das estações de Eric Rhomer; lembra as situações inusitadas criadas por Woody Allen, com diálogos rápidos e divertido. Mas também tem um componente literário, que remete ao célebre livro homônimo, escrito pelo poeta romano Ovídio, no século II a.C, e aos contos de Os amores difíceis, do italiano Italo Calvino. As complicadas regras dos relacionamentos amorosos, que funcionam para uns e não para outros, que às vezes são subvertidas para dar certo, temperam os cinco episódios do filme, com um final que reúne os personagens das histórias anteriores e amarravárias pontas que estavam ainda abertas. Obra de um roteiro bem construído.

Cada episódio é apresentado por uma regra, ou um conselho, que serão comprovados na história que será contada, como a de Achille (François Cluzet), um homem maduro em busca de um relacionamento, que recebe inesperadamente a visita de uma vizinha (Frédérique Bel), que ficou trancada do lado de fora do apartamento e que dará início a uma complicada estratégia de conquista da parte dele. Ela quer e não quer. Ou não sabe se quer. E ele não sabe mais o que fazer, porque ela continua voltando ao seu apartamento, mas sem se decidir. Para mulheres como ela, o conselho é ter paciência ensina o episódio.

Em outra situação, o dono de um sebo, apaixonado por uma amiga casada, consegue finalmente convencê-la a trair o marido uma única vez. Mas a condição imposta por ela é que o encontro ocorra num hotel, com as luzes apagadas, e que ela saia primeiro do quarto. Só que ela convence uma amiga, também carente emocionalmente, a ir ao encontro em seu lugar. Claro que esse arranjo, digno de As ligações perigosas, terá consequências.

As dificuldades nos relacionamentos é o elemento comum a todas a todas as histórias. E os conselhos apresentados aos casais do filme, de forma bem humorada, até que fazem sentido, atualizando o receituário de Ovídio.

Luiz Vita


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