Busca Implacável 2

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Sinopse

Anos depois de ter salvo a filha das garras de sequestradores, o ex-agente Bryan Mills vai passar férias com ela e sua mulher em Istambul. Lá terá que usar todas as suas habilidades contra criminosos que procuram vingar-se do acerto de contas de Mills.


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Crítica Cineweb

03/10/2012

O cineasta francês Luc Besson (O Profissional, Angel-A) há muito dominou o espírito americano de fazer filmes de ação, apesar da marca francesa que imprime em suas produções. Em 2008, quando produziu e roteirizou Busca Implacável, comprovou mais uma vez o fato em uma história característica, tanto na forma quanto no conteúdo, dos thrillers tão caros ao universo de Hollywood.
 
No papel do espião aposentado Bryan Mills, o celebrado ator irlandês Liam Neeson (de A Lista de Schindler) foi até Paris para encontrar sua filha Kim (Maggie Grace, da saga Crepúsculo), então sequestrada por uma máfia albanesa para ser vendida como escrava sexual. Depois de destruir metade da Cidade-Luz e mandar os criminosos para o necrotério, o brutal herói encerrou o primeiro filme com muito sangue nas mãos, mas com sua família reunida.
 
E será exatamente por causa desse sangue que Luc Besson traz às telas esta sequência direta do original, mais uma vez com produção e roteiro seus. Com a tônica da vingança em primeiro plano, os familiares albaneses dos criminosos torturados e assassinados, liderados por Murad Krasniqi (Rade Serbedzija, de Snatch – Porcos e Diamantes), planejam sequestrar Mills, em férias com sua mulher Lenore (Famke Janssen, de X-Men) e a filha em Istambul.
 
As ruas da antiga Constantinopla passam, então, a ser palco das lutas, tiroteios e perseguições altamente inflamáveis provocadas pelo esforço do ex-agente da inteligência americana em sair dali com a família. Cenas ágeis que Besson sabe fazer com vigor e seu amigo, o diretor convidado Olivier Megaton, aprendeu a filmar com competência em Carga Explosiva 3.
 
Como sequência, Busca Implacável 2 perde o frescor da originalidade. Mas não é por isso que o filme fica muito abaixo de seu antecessor. Enquanto o primeiro possuía um ritmo acelerado e virtuoso, potencializado por diálogos furiosos (parodiados em séries de TV e na internet), a continuação perde essa força. Mesmo Liam Neeson, que conseguia injetar drama mesmo durante a pancadaria, mostra-se visivelmente mais retraído aqui.

Embora tenha sua assinatura, Besson tem dedicado seu tempo como diretor a outros projetos mais pessoais, como Além da liberdade, biografia sobre a militante birmanesa Aung San Suu Kyi, Prêmio Nobel da Paz 1991, e a animação infantil Arthur e os Minimoys, que também virou franquia. Trabalhos estes que demonstram a diversidade do cineasta e sua competência, que vão muito além das falhas de Busca Implacável 2.

Rodrigo Zavala


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Comentários:
  • 24/10/2012 - 22h21 - Por rosa adoro fimes fortes, curto muito, sao lindos bj
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