Ted

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Sinopse

Quando tinha 8 anos e ganhou um urso de pelúcia, John desejou que o animal fosse um ser vivo. Seu sonho se torna realidade e, por quase três décadas, são grandes amigos, até que o rapaz se apaixona, e a moça dá um ultimato: ou ela ou o brinquedo.


Nota Cineweb

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Crítica Cineweb

17/09/2012

Ted poderia ser uma versão cômica de Brinquedo assassino, mas esse filme de ‘terrir’ já era cômico por natureza; então, não sobra muito para o longa que tem como protagonista um urso de pelúcia boca suja, maconheiro e sem a menor graça. Co-escrito e dirigido por Seth MacFarlane – criador da série de televisão Uma família da pesada – o filme tem uma espécie de humor canhestro que tenta se passar por ácido, divertido. É como se assumíssemos que tudo que é politicamente incorreto é engraçado apenas por sê-lo.
 
Essa é a filosofia dessa comédia, na qual um sujeito de 35 anos, John (Mark Wahlberg), convive com seu urso de pelúcia desde os 8 anos. O brinquedo ganhou vida quando seu dono o desejou – e uma estrela cadente realizou. Agora, quase três décadas depois, o protagonista não se desgruda do amigo, mesmo quando essa amizade inusitada começa a ameaçar seu romance com Lori (Mila Kunis).
 
Ela, aliás, como o restante da humanidade, não estanha o fato do urso andar, falar e fazer sexo com prostitutas – aliás, essas também não estranham, pois ganham para isso. A Mila sobra o papel de resignada, sem qualquer nuance – o que, aliás, é um problema no filme como um todo. Os personagens são rasos e sem qualquer arco dramático – e isso piora quando o filme resolve ser fofo em seus minutos finais.
 
Estrando num longa, MacFarlane mostra não ter muito senso cinematográfico ou de narrativa. Não há uma história, mas um punhado de piadas racistas, sexistas ou sobre como Ted e todos os demais personagens masculinos têm medo de ‘virar’ gay.  
 
Para que exista algo de diferente além das brigas entre John e Lori – e das orgias de Ted – , há também um sujeito estranho (Giovanni Ribisi), que persegue o urso, pois inveja seu dono desde a infância e agora quer o brinquedo para seu filho gorducho.
 
O excesso de referências pop de Ted – dá música a filmes dos anos de 1980 (o ator de Flash Gordon, Sam J. Jones, sai do ostracismo numa ponta como ele mesmo) – só serve para salientar o vazio do filme – afinal, McFarlane parece não ter muito o que dizer, muito menos o urso, apesar de seu dom da fala. Ou seria maldição?

Alysson Oliveira


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Comentários:
  • 21/09/2012 - 04h15 - Por Pedro José Entendo sua crítica, pois, como a maioria da população brasileira você deve ter sido criado aos cuidados da mídia de massa: tão rasa quanto sua capacidade de análise. Crítica esta que parece um comentário moralista do Arnaldo Jabor, só que sem sentido, porque está baseada pura e simplesmente no fato de você não gostar do estilo - ou do roteirista em si.

    Imagino que você tenha orgasmos múltiplos enquanto vê aquele filme super cult do Almodovar ou do Woody antes de dormir, cheio de piadinhas 'intelectuais' e 'difíceis' de entender (nada contra ambos), mas não consegue entender o cinismo 'obvio' das críticas implícitas ao modus operandi americano - que por sinal é uma constante no humor por lá (vide o próprio Woody Allen).
    Aqui? Temos que nos contentar com coisas como "Zorra Total" e críticos que acham que piadas racistas são problemáticas, mas tem a hipocrisia de rir de piadas de loiras e de portugueses.

    Como eu disse anteriormente, você provavelmente não gosta do Seth por ele ser adepto do politicamente incorreto; então não gosta do McHale (que apresenta o The Soup no E! - outro politicamente incorreto que também está no filme), nem da Mila (que fez por quase 10 anos o "The '70s Show", seriado sobre jovens drogados, basicamente, e dubla Family Guy desde a segunda temporada, seriado este que foi cancelado duas vezes, mas por pressão dos fãs voltou e passa naquele canal que você deve conhecer, a FOX.

    E desculpe se pareci agressivo, só é realmente depressivo ver o quão fácil é ser um "crítico de cinema" hoje em dia. Só não acho legal você criticar algo só porque se sente ofendido. Ops!
  • 21/09/2012 - 18h37 - Por Alvaro Motta Vc diz que o filme é vazio, porém vazia é a sua "crítica". Vazia de informação útil que dê ao leitor uma visão imparcial do que é o filme. Ok, voce é mal humorado e claramente não gosta do estilo de humor do Seth MacFarlane, mas vc deveria ter mais profissionalismo e imparcialidade para escrever sobre um filme e assim, informar e orientar melhor o seu leitor.
    Cinema não precisa ser necessariamente papo cabeça; às vezes um pouco de fantasia e diversão bem feitas também é um bom passatempo;o filme não é um espetáculo cinematográfico, mas é uma diversão muito melhor do que tantas outras bobagens aqui elogiadas.
    Acho que esta "crítica" não é uma boa referência ao leitor,e acho que os leitores do Cineweb não devem utilizá-la como guia para decidirem se devem ou não ver o filme.
    Grato.
  • 23/09/2012 - 04h24 - Por Dorival Peçanha Ridícula a resenha. Achei a idéia original e o filme divertidíssimo. A coisa mais próxima que me ocorreu foram as tiras de Calvin & haroldo. Sugiro que desconsiderem completamente esse pseudo-crítico e vão ao cinema se divertir.
  • 23/09/2012 - 18h17 - Por Allan Pra mim isso nem faz diferença.
  • 28/09/2012 - 10h48 - Por Miguel O filme é uma comédia sem nenhuma pretensão, tem piadas muito boas e traços característicos do humor do Seth Macfarlane. Como crítico, você deveria saber que alternar piadas sujas com momento emotivos é um traço bem comum do diretor.
    Sua crítica tem fica meio sem pé nem cabeça quando diz que todo mundo devia estranhar o urso (não há espaço para fanatasia no cinema?) e mostra falta de profissionalismo, quando diz que o filme gira em torno de piadas sobre virar gay (não são nem de longe tão relevantes assim). Enfim, serviu para jamais gastar meu tempo com alguma crítica sua.
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