Poder Paranormal

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Sinopse

Os cientistas Margareth e Tom devotaram suas vidas a expor farsas envolvendo pessoas com supostos poderes paranormais. Ninguém é páreo para eles, até que Simon Silver volta a ativa. Ele foi um dos paranormais mais famosos do passado, e deixou a fama mas agora terá um novo embate com a cientista.


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Crítica Cineweb

17/09/2012

O espanhol Rodrigo Cortés mais uma vez tenta, mas seus truques são limitados demais – e, não é preciso um time de especialistas, como os do filme, para trazer à tona os seus truques. Sua filmografia – que inclui Enterrado vivo –, mostra que seus filmes são, ou melhor, tentam ser mais espertos do que têm direito. E Poder paranormal não foge à regra: começa até bem, mas, depois de uma reviravolta no meio, se entrega à cartilha Shyamalaniana de reviravoltas e ‘surpresinhas’ – com o diferencial de que o espanhol ainda está muito longe de qualquer faísca de talento que o diretor de O Sexto Sentido teve em seus dias de respeito.  
 
Nem o elenco impressionante – que inclui Sigourney Weaver e Robert De Niro – é capaz de salvar o longa. Ela é a cientista Margaret Matheson que, com seu assistente Tom (Cillian Murphy, A origem), expõem charlatões que se passam por paranormais. A carreira dela é longa, mas há uma pendência do passado: Simon Silver (De Niro), cujas habilidades são levitar, entortar talheres e adivinhar pensamentos, entre outras coisas, se aposentou.
 
Durante boa parte do filme, Margaret e Tom passam expondo armações, na companhia de uma aluna dela, Sally (Elizabeth Olsen), como as do argentino Leonardo Palladino (Leonardo Sbaraglia), até que Simon resolve voltar aos palcos. Seu retorno é triunfal, com direito a entrevistas na televisão e ingressos esgotados para sua apresentação.
 
Para criar um clima sobrenatural/terror, algo estranho está sempre acontecendo – especialmente com Tom, um personagem que fica boa parte do tempo sem dizer a que veio e, quando finalmente diz, é frustrante. É esse personagem, que, ao final, é o centro da ação e, tal qual o filme, tem um começo promissor, para depois se entregar facilmente às convenções do suspense com sua risível reviravolta final.
 
O embate dos personagens de DeNiro e Sigourney é armado por um longo tempo para nunca realmente acontecer. Já o diretor, por sua vez, parece querer falar do confronto em ciência e crença (não necessariamente religiosa), mas também parece não ter argumentos para explorar os dois lados e construir qualquer espécie de debate.
 
Poder paranormal gosta de soluções mirabolantes, daquelas que o diretor, como um mágico tira uma carta da manga e se acha muito esperto porque a escondeu lá antes do show começar. Com seus truques e tiques, Cortés soa como um sub-Shyamalan – sem ainda fazer qualquer tipo de filme memorável. 

Alysson Oliveira


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