Bel Ami – O sedutor

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Sinopse

Voltando da guerra, Georges Duroy vive pobremente em Paris. Uma noite, encontra um velho conhecido, que lhe abre as portas do jornalismo e de um alto círculo de relacionamentos ricos e poderosos - do qual fazem parte mulheres como Clotilde de Marelle, casada e que se torna sua amante, e Madeleine Forestier - mulher do patrão de Duroy.


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Crítica Cineweb

01/08/2012

Robert Pattinson, o galã de Crepúsculo, deve ser um dos principais chamarizes de público para o drama de época Bel Ami – O Sedutor, de Declan Donnellan e Nick Ormerod. Mas outras pontes podem ser feitas a partir do elenco, a primeira delas, Uma Thurman, que atua aqui e também estrelava outro filme de temática semelhante, Ligações Perigosas (1988), de Stephen Frears.
 
Fora o gênero e a nacionalidade dos diretores, todos ingleses, esgotam-se aí as semelhanças entre as duas obras, separadas por mais de 20 anos e uma visível diferença de experiência. No caso de Donnellan e Ormerod, este é seu primeiro longa para cinema. Antes os dois haviam feito juntos um curta (The Big Fish) e trabalhos para teatro, no caso de Donnellan, e TV – esta última, também a área da roteirista Rachel Bonnette, que adapta o romance homônimo do autor francês Guy de Maupassant.
 
A pouca vivência cinematográfica é possivelmente a maior razão para o tom um tanto travado do filme, que acompanha a irresistível ascensão social de um ex-soldado, Georges Duroy (Pattinson), na Paris de 1890, usando o jornalismo, mas muito mais sua passagem pelas camas de algumas das mais nobres damas da alta sociedade.
 
É verdade que sua entrada no círculo rico acontece pelas mãos de um homem, Charles Forestier (Philip Glenister). Georges esbarra neste que foi seu superior no exército numa noite em que contava seus últimos centavos num cabaré. Forestier paga-lhe champanhe e o introduz no mundo do jornalismo, embora fique muito claro que Georges não tem qualquer experiência anterior.
 
Essa inexperiência é compensada pela providencial ajuda de Madeleine Forestier (Uma Thurman), a intelectualizada mulher de seu protetor, iniciando uma carreira de sucesso para Georges, que não percebe muito bem o jogo político por trás da imprensa – que derruba e coloca no poder um ministro atrás do outro.
 
Sem questionar a agenda de seus mentores e inebriado pelas vantagens de sua nova posição de destaque, Georges envolve-se secretamente com uma mulher casada, Clotilde de Marelle (Christina Ricci), e desperta a admiração em várias outras – mesmo na recatada Virginie Rousset (Kristin Scott Thomas). A sedução será seu maior trunfo, mesmo em momentos em que sua estrela parece que vai parar de brilhar.
 
Conduzindo a história de maneira um tanto literal, sem evidenciar as nuances de um mecanismo social cruel e sutil, o filme patina sem brilho. As atrizes, de modo geral, desempenham bem os seus papéis, melhor do que o protagonista – que parece não encontrar o tom certo de um personagem ambíguo, que demora muito a entender as regras do jogo em que foi lançado.

Neusa Barbosa


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