O Espetacular Homem-Aranha

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Sinopse

Criado pelos tios depois que seus pais morreram, Peter Parker é um adolescente fissurado em skate e computação. Um dia ele descobre segredos ligados a pesquisas realizadas por seu pai, um cientista, e procura a organização Oscorp - onde trabalha um antigo associado de seu pai, Curt Connors, que pesquisa as possibilidades de cruzar material genético de animais e humanos para aumentar suas capacidades.


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Crítica Cineweb

25/06/2012

Levou apenas cinco anos para ressuscitar a franquia Homem-Aranha, o personagem da Marvel cuja primeira trilogia no cinema faturou cerca de US$ 2,5 bilhões, em capítulos lançados em 2002, 2004 e 2007, estrelados por Tobey Maguire e dirigidos por Sam Raimi.

Com esse resultado, era natural que se pensasse em retomar a história com sangue novo, o que acontece em O Espetacular Homem-Aranha, agora vivido por Andrew Garfield.
 
Conhecido por filmes como A Rede Social – que lhe rendeu indicações no Globo de Ouro e Bafta - e O Mundo Imaginário do dr. Parnassus, Garfield até convence como adolescente, apesar dos quase 29 anos, que completa em agosto. Bem magro, 1,83 m, ele entra na pele de Peter Parker com bastante confiança e uma dose extra de humor negro – fruto, talvez, de ter crescido na Inglaterra, apesar de nascido em Los Angeles.
 
A direção está a cargo de Marc Webb, que esteve no Brasil há três anos para lançar seu ótimo romance 500 Dias com Ela, que foi sua estreia no cinema. Webb, que já acumulava bastante quilometragem como videoclipeiro da MTV e, mais recentemente, em episódios de séries de TV como The Office, também passou no teste, produzindo diversas sequências arrepiantes para retratar a nova saga do jovem aracnídeo.
 
Tudo continua igual na biografia do herói. Seus pais (Campbell Scott e Embeth Davidtz) deixam-no aos 4 anos na casa dos tios (Martin Sheen e Sally Field), prometendo voltar, mas morrem num acidente. Peter cresce num ambiente amoroso e protetor, mas sentindo a falta dos pais.
 
Ele tem um reencontro com a dor reprimida quando os tios, remexendo num velho porão, encontram uma velha mala que pertenceu ao pai dele. Remexendo em seus papeis, Peter descobre uma misteriosa equação e pistas de uma pesquisa sofisticada sobre cruzamento de material genético entre espécies, o que o leva a procurar a empresa Oscorp, onde trabalha um antigo sócio de seu pai, dr. Curt Connor (Rhys Ifans).
 
Peter só consegue entrar porque dá uma de esperto, passando-se por estagiário, e porque uma colega de escola, Gwen (Emma Stone), que trabalha ali, faz vista grossa. A visita rende a Peter a entrada não autorizada num laboratório que guarda aranhas geneticamente modificadas, o que provoca uma radical transformação em seu metabolismo.
 
Como no primeiro filme, de 2002, há bons momentos na descoberta das novas capacidades físicas do garoto. Sua visão, força e rapidez se multiplicam, assim como sua fome. Uma boa sacada está nas cenas em que Peter, usando um agora inseparável skate, vai desenvolvendo seu talento para voos cada vez mais altos. Daqui a pouco, sem skate e do topo de altíssimos prédios.
 
A primeira utilidade da nova força de Peter é enfrentar o valentão da escola, que não largava do seu pé. Mas, como problemas não faltam nas ruas de Nova York, ele se torna um justiceiro informal – o que acarreta conflitos com a família por conta de ele voltar a altas horas. Um dia, depois de uma discussão, o tio sai atrás dele e é morto por um assaltante, causando uma tremenda culpa no sobrinho.
 
Obcecado por encontrar o assassino do tio, Peter/Homem-Aranha multiplica suas intervenções nas ruas, o que não é bem-visto pelo chefe de polícia, o capitão Stacy (Denis Leary). O herói voador de roupa azul e vermelha, na verdade, é encarado como um fora-da-lei que faz justiça com as próprias mãos. Outro problema é que o capitão é o pai de Gwen, por quem Peter é apaixonado – e que faz uma personagem feminina bem mais descolada e divertida do que a namorada do Aranha na trilogia anterior, vivida por Kirsten Dunst. Na vida real, aliás, Andrew e Emma são mesmo namorados.
 
Como em toda aventura do herói, um megavilão vai medir forças com ele. No caso, é o Lagarto, que é a nova identidade secreta do dr. Connors, depois que ele realiza por sua conta experiências em si mesmo, mesclando DNA humano e animal, para tentar fazer crescer um braço perdido.
 
O Lagarto vai tomando conta da personalidade do professor, o que o aproxima cada vez mais do comportamento destruidor de Godzilla – uma comparação incluída inclusive num diálogo do chefe de polícia. O certo é o que o Lagarto provoca terror com seus ataques, como numa ponte de onde arremessa carros – e provoca a pronta atuação do Aranha e suas teias salvadoras.
 
Várias sequências dão vertigens, ao acompanhar os voos do Aranha. Há uma particularmente interessante, em que ele se vale da colocação de vigas, suspensas por guindastes, num momento em que está temporariamente enfraquecido e precisa de uma força.
 
Há também a homenagem a King Kong, no alto de uma torre – só que sem macaco. É a hora do Lagarto fazer um estrago.

 

Leia também:

Blog Celulóide Digital - Andrew Garfield: um Homem-Aranha mais solto

Neusa Barbosa


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Comentários:
  • 02/07/2012 - 18h20 - Por talles filme besta ; tinha q ser q nem antigamente com o tobey maguire.
  • 03/07/2012 - 08h35 - Por iza adoro!!! também sou uma aranha.
  • 03/07/2012 - 15h32 - Por Neusa barbosa Calma aí, Talles: dá uma chance pro Andrew Garfield!
    O Tobey voltou a fazer outras coisas, também é uma boa.
    abs
    Neusa
  • 07/07/2012 - 19h50 - Por Fabio Medici Nada melhor do que ir ao cinema sem a menor expectativa. O filme pode surpreender. Foi o caso com esse reboot.
    COnfesso achar prematuro recontar uma história muito bem contada por Sam Raimi. Mas o filme funciona bem. Andrew convence como Peter Parker, Sally Field tem uma cara de sofredoooooora e Emma Stone é mais bonita do que a Kristen Dunst.
    O vilão é bom e a história foi coerente. Não consegue superar o 2o (pra mim o melhor da série e um dos melhores filmes de quadrinhos, perdendo apenas para Cavaleiro das Trevas, Superman e Baman Begins), mas é bem melhor do que o 3o e ficou 1 ou 2 degraus abaixo do 1o filme do Raimi.
    Que venham outros, embora ache que há uma oferta grande demais de heróis nas telas. Se bem que meu filho de 7 anos não concorda. Ele gostou até mesmo do Jon Carter...
  • 12/07/2012 - 11h33 - Por Caroline Nossa, que resenha fraca. Parece que ficou sem conclusão.

    Eu sinceramente não gostei do filme. Achei que a personalidade do novo peter parker não tem nada a ver com o nerd excluído que eu conheço. Eles apresentaram um Peter descoladão, e a atuação do Andrew Garfield também não me convenceu. Fora a sequencia de eventos com infinitas coincidências sem maiores explicações.

    Fora o romance do primeiro filme e o beijo de ponta cabeça que para mim são incomparáveis. Amo aquela cena.
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